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AVALIAÇÃO ESCOLAR EM SUA MICROVISÃO

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Izabel Sadalla Grispino *

O Ministério da Educação (MEC), em sua macrovisão do sistema de ensino, parece ter acordado para a análise, in loco, da base da pirâmide educacional. Quer ir às origens e levar às escolas uma visão específica, a cada uma delas, dos resultados das avaliações, pelo sistema processados, na mensuração do aproveitamento escolar dos alunos.

O MEC percebeu que avaliações à distância pouco efeito produzem a quem está defronte aos alunos, ministrando o saber. Percebeu que a avaliação só tem real sentido quando examinada e acompanhada por parâmetros que definem os resultados próximos do aluno, próximos de quem ensina, mediante a realidade da sala de aula.

Sabemos que a frente de batalha fica na sala de aula. É aí que as transformações se processam. As avaliações facilitam as comparações, facilitam as cobranças dos resultados negativos. Chegando à escola, elas indicam sua posição colocada em um ranking. Elas devem vir acompanhadas de um relatório pedagógico, expondo as reais dificuldades de aprendizagem dos alunos, dando ao professor condições de identificar claramente os critérios pelos quais seus alunos estão sendo avaliados.

O professor, o elemento primordial de todo processo educativo, precisa, ele também, se identificar com a avaliação, para refletir melhor sobre sua prática pedagógica e ter condições de estabelecer metas de desempenho dos alunos.

A avaliação e seus resultados, enviados à escola, na forma de um relatório pedagógico, indicará os pontos em que a escola deve se concentrar para melhorar o ensino. Ela terá em mãos matrizes para serem discutidas e aperfeiçoadas por seus professores, sujeitando sempre a sua autonomia na construção de seu próprio projeto pedagógico.

A partir de então, o Ministério vai começar utilizar os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para fazer um índice nacional por município e Estado e atacar o problema escola a escola. Vai levar em conta os resultados da avaliação da Prova Brasil e utilizar-se dos dados de repetência e evasão escolar.

Apoiado nesses índices, o MEC quer ver onde estão os pontos fracos e, usando as notas da Prova Brasil, traçar metas para prefeituras e governos. Quer ter metas regionais e uma nacional. Cada meta, para a 4.ª série, 8.ª série e 3.º ano, vai significar o que os alunos daquele nível deveriam saber de português e matemática.

As notas do Saeb ou Prova Brasil vão de 100 – o mínimo que o aluno de 4.ª série deve saber – a 500, o máximo que um estudante aprenderia até o fim do ensino médio. O MEC, porém, não define o que seria ideal para cada série. Só irá apresentar as metas no momento em que puder apresentar as ações para que sejam atingidas.

Desse modo, os municípios irão assumir responsabilidades pela melhoria na qualidade de ensino. A vigilância pelo MEC será, assim, maior, mesmo porque com a aprovação do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) o governo federal deve repassar verbas para Estados e municípios.

Creio que será um caminho se vier acompanhado de uma assessoria ao professor, em termos de educação continuada.

*Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em abril/2007)