Payday loans uk
  1. Skip to Menu
  2. Skip to Content
  3. Skip to Footer>

ATENDIMENTO À CRIANÇA DEFICIENTE

PDF Imprimir E-mail

Izabel Sadalla Grispino *

Nas semanas anteriores abordei o desafio das escolas no trato da criança hiperativa e do aluno superdotado. Junto a esse desafio, um outro problema vem se revelando na inclusão da criança com deficiência.

Os pais quase sempre perambulam de uma escola a outra, buscando uma que acolha, com carinho e interesse a inclusão de crianças portadoras de deficiências, necessitando de uma educação especial..

A grande maioria das escolas rejeita essa criança, argumentando que não tem espaço, nem condições apropriadas para o seu atendimento. Passa por cima da Constituição Brasileira e de diversas leis que garantem a universalização do ensino em detrimento da discriminação.

Na verdade, essas escolas não estão preparadas, nem física, nem pedagogicamente, para entender o aluno com deficiência e ajudar no seu desenvolvimento cognitivo, motor ou comportamental. Forçar a permanência desse aluno, que precisa de diferentes métodos de aprendizagem, de estímulo a um ensino que utiliza de formas diferenciadas, numa escola despreparada, desmotivada, só irá contribuir para o seu desalento.

O correto seria toda escola regular, particular ou pública, estar habilitada à inclusão, formando seus educadores, na base da conscientização de que toda criança tem capacidade de aprender. O que precisa é respeitar o tempo cognitivo da criança, ensinar com entusiasmo, acreditar no seu potencial.

Hoje se sabe que para uma criança deficiente é importante conviver com outras crianças. Essa convivência é proveitosa para todas elas, deficientes ou não. Para a criança com deficiência, o convívio estimula o seu desenvolvimento e cria parâmetros de comportamento social. Para as outras é uma forma de desenvolver o companheirismo e derrubar preconceitos advindos da falta de informação. No decorrer da vida, as crianças que conviverem com as diferenças na escola, aprenderam, desde cedo, a olhar o deficiente com mais compreensão, com mais senso de realidade.

Quanto à escola, os pais nem sempre sabem como proceder: colocar o filho em escolas regulares, mesmo havendo discriminação, ausência de metodologia apropriada, ou coloca-lo em escolas especiais onde será atendido adequadamente, mas prejudicado pelo convívio social? O bom seria que escolas regulares buscassem a formação de seu professores, tendo as escolas especiais como coadjuvantes na orientação do ensino. Bom seria que as escolas regulares incluíssem em seus projetos pedagógicos temas relacionados à inclusão, metodologias que propiciassem a observação das dificuldades, de desenvolvimento das potencialidades, dentro do ritmo próprio da criança com deficiência.

Há municípios que criam programas de inclusão, fornecendo embasamento pedagógico a todas as unidades escolares. Programas em que professores habilitados itinerantes dão apoio à escola, programas que oferecem salas de apoio e acompanhamento ao aluno. É um atendimento complementar realizado fora do horário normal da escola.

Empunhar a bandeira da inclusão leva ao amor a essas crianças e ao estímulo à sua aprendizagem.

*Supervisora de ensino aposentada.           
(Publicado em abril/2007)