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ALFABETIZANDO COM A AJUDA DO COMPUTADOR

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Izabel Sadalla Grispino *

O computador é um excelente auxiliar na construção do conhecimento, em todas as fases da aprendizagem. Ele é útil desde a educação infantil, quando crianças são alfabetizadas através dele, e com vantagens.

A criança vai, aos poucos, manuseando o computador, explorando-o, conseguindo demonstrar que sabem e que são capazes de produzir. Diante do computador, a criança tem liberdade para criar, inventar palavras, histórias, desenhos, emocionar-se, estimular-se. Por isso, as crianças gostam muito de trabalhar com ele.

O computador dispõe as informações de maneira clara, objetiva, lógica, favorece a exploração espontânea e a autonomia na aprendizagem. Ele pede reflexão, atenção, definição do que se quer fazer. A criança aprende a se organizar e passar informações ordenadas, digitando corretamente.

O computador favorece a auto-aprendizagem, a autocorreção, porque dá um retorno imediato do processo de construção. Ele trabalha numa disposição espacial das informações que pode ser controlada, seqüencialmente, pela criança, desenvolvendo o seu campo perceptível visual e seu raciocínio lógico. Ao utilizar o computador, o aluno amplia as noções de espaço, ângulo, lateralidade, cálculos, que são princípios importantes. As possibilidades enriquecem-se e trazem oportunidades variadas. Ao trabalhar imagens e textos de forma combinada, o computador ativa os dois hemisférios cerebrais.

No processo da aprendizagem, ele vem sendo apontado, por educadores, como um facilitador do desenvolvimento natural da expressão simbólica da criança no uso de caracteres gráficos. Esse fator é importante tanto na fase da alfabetização como no desenvolvimento posterior da leitura e da escrita.

A utilização do computador deve basear-se nas idéias do construtivismo: o aprendizado deve ser construído pelo aluno, que não pode ter, assim, uma posição passiva. É um aprender fazendo, que acaba por tornar-se uma atividade lúdica para ele.

Os projetos pedagógicos devem fazer com que o aluno use a tecnologia para pesquisa, trabalhos em equipe, para raciocinar e dialogar em um mundo interativo. O computador é uma ferramenta a mais na aprendizagem, de precioso alcance, mas não absoluto. Ele precisa estar conjugado a outros métodos pedagógicos, fazendo da educação um processo abrangente e reflexivo, como, por exemplo, a formação do hábito da leitura, seguido do debate, dotando as crianças da capacidade expressiva, de interpretação. Só colocá-lo na escola não resolve. Deve-se transformá-lo em alavanca para a mudança. Uma grande contribuição é uma escola integrar programas com outras escolas, com outras organizações, conectando experiências, inovações na área da educação. Um outro passo é formar redes de produção de conhecimento, conduzindo o aluno, não só ao conhecimento restrito às atividades da escola, mas ao conhecimento para a vida. Um considerado avanço das novas tecnologias é a constituição de comunidades de informações. Escolas podem integrar-se, comparar-se e evoluir. Podem produzir notícias on-line, preparando o estudante ao seu acesso, que será, sem dúvida, as marcas do leitor do futuro.

Em casa, o seu uso também é importante, tanto para o conhecimento, como para o entretenimento, o que permitirá à criança maior domínio da máquina. A internet é uma forte atração. Há sites para todas as idades, com jogos, histórias, brincadeiras, leitura que atraem as crianças e as educam. Quanto mais avançado o país, mais a criança acessa o computador. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que 95% dos pequenos internautas, de classes mais favorecidas, têm acesso ao computador.

Contudo, não deve ser usado com exagero.  Geralmente,  no  período  de  férias,  a criança abusa no tempo on-line e isso se torna prejudicial. Psicólogos e educadores consideram uma hora por dia, como o suficiente. Em crianças de 4 ou 5 anos, o ideal é que não passe de 40 minutos.

Assim como o computador traz novos conhecimentos, também pode prejudicar o desenvolvimento da criança, quando usado sem moderação. A criança precisa gastar energia com outras atividades, tanto físicas, quanto sociais. Ela pode ficar muito isolada e privada de outras ações importantes. Deve-se intercalar o uso do PC com outras atividades. Assim, a criança não será uma alienada do mundo moderno e terá, em contrapartida, uma boa formação integral.

As novas tecnologias, na área da educação, devem ser encaminhadas a uma utilização dentro dos objetivos pedagógicos. Continuará existindo o quadro-negro? O aluno, desde criança, tem acesso à tecnologia, formando, nesse contexto, estruturas mentais diferentes do aprendizado pela transmissão oral. É uma nova postura de aprendizagem, que precisa ser refletida, considerada pelo educador, para não afetar o processo educacional, mesmo porque o computador veio para ficar, assim como sua forte aliada, a globalização. Novas estruturas mundiais surgem, ignorando fronteiras, e as grandes culturas vão impondo padrões de comportamento a países menos avançados. Não se pode mais dissociar cultura e educação e, assim, refletir sobre os vínculos existentes entre elas, entre os saberes culturais e educação do futuro, que têm na tecnologia o grande suporte.

Nesta transição de séculos, a escola enfrenta, como um grande desafio, a discussão das características de uma educação mundial, atingida pelas transformações técnicas, econômicas, sociais, ecológicas e culturais e um outro, não menor, qual seja, o desafio de promover uma mudança na cultura do professor.