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ALCA DO ENSINO SUPERIOR

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Izabel Sadalla Grispino *

Os avanços tecnológicos ocorrem de maneira vertiginosa. É praticamente impossível prever-se as próximas evoluções. Não se pode mais trabalhar isoladamente e a integração de forças, em busca do novo, do conhecimento atualizado é pensado e desejado indistintamente, não importa em que setor da atividade humana.

Cogita-se de que num futuro breve, 10 ou 15 anos, as universidades serão “uma só”, interligadas pela internet. Pode-se, por exemplo, estando no Brasil fazer um curso na Universidade do México ou de Portugal e, estando lá, fazer disciplinas aqui. Apoiado nessa visão, o ministro da Educação, Cristovam Buarque, propôs a embaixadores da América Latina, de Portugal e da Espanha, durante um encontro realizado em junho de 2003, criar a “Alca do Ensino Superior”. Ele defende um projeto comum de universidade na América Latina.

O ministro lança a idéia de que, em vez de integração só por meio do comércio, os parceiros do Mercosul e da Alca desenvolvam meios para integrar as universidades. “Fala-se na Alca do comércio, mas não se fala da Alca do ensino superior”, frisou o ministro, e marcou um novo encontro, para discutir o assunto. O seu grande desejo é que se construa, ao lado do Mercosul da economia, a “Universidade Sul”, analisando ser mais fácil a criação dessa universidade que a unificação comercial, porque as contradições são menores.

Uma universidade em conjunto não tiraria as especificidades locais, só ampliaria a visão de mundo, daria amplitude ao conhecimento, aumentando possibilidades de aperfeiçoamento e intercâmbio cultura e profissional.

Hoje, estamos aqui, mas presos ao mundo, antenados numa rede mundial de conhecimento e acontecimento, que nos mostra que é preciso avançar, alargar as perspectivas, para se situar no mundo globalizado.

2004 bate à nossa porta. Que haja um pacto para a evolução do conhecimento científico, mas que 2004 consiga, também, um pacto para a cultura humanística. Só esta, abraçando a espiritualidade, educando a mente e a alma para o amor, poderá conseguir o que a ciência até hoje não conseguiu, reverter os caminhos sombrios da violência, da guerra, os caminhos mortíferos das drogas, aniquilando nossos jovens, anulando a revolução tecnológica, zerando a esperança de vida. A decadência do sentido moral na sociedade, acarretando perdas de valores, evidencia-se mais e mais, numa conseqüência desastrosa para a vida humana. Os lares brasileiros hospedam, hoje, o desassossego, a inquietação, o medo. Já diziam os antigos filósofos gregos: “A alma de toda cultura é a cultura da própria alma”. Cultura que faz chegar a Deus e modificar o interior do homem.

Na luz da alma, a paz universal; na luz do amor, a semente e a preservação da vida. Um feliz Ano Novo a todos vocês, prezados leitores, com votos de saúde, paz e prosperidade. Minhas reflexões, na poesia abaixo:

ANO  DE  2004

Fim de ano, balanço de atividades,
Para uns, 2003 foi auspicioso, um ano de realizações,
Para outros, transcorreu na normalidade,
E para outros, ainda, foi marcado de dor, de desolação,
Na minha família, aconteceu uma perda muito sentida,
Apagou-se a luz da vida de uma pessoa querida.

2004 inicia-se sem o Jorge, um amado irmão,
Inicia-se triste, por essa sua ausência,
Sua vida produtiva, porém, não foi em vão,
Deixou um legado de ensinamentos, de experiências,
Que englobamos em nossa caminhada,
E nos ajudam a transpor os percalços da jornada.

Neste raiar de ano, nos exaltamos e choramos,
Exaltamos, pedindo a Deus uma era de paz à humanidade,
Que haja mais amor entre os homens, suplicamos,
Que façam profissão de fé na luta pela desigualdade,
A luz do sol é farta, nasce para todos,
Por que não dividi-la, afastando caminhos rotos?

Choramos pela ausência dos nossos saudosos entes,
Só as lágrimas lavam a alma da dor,
A herança recebida engrossa a corrente,
A vida segue em frente, avança sem retrovisor,
Que 2004 injete a vacina da caridade,
Caminho por onde transita a felicidade.

A flor carrega, em suas pétalas coloridas,
O gérmen da semente que lhe deu origem,
Assim, o homem leva, dentro de si, por toda a vida,
Um pouco de sua infância, sua fase virgem;
Somos os grãos humanos reprodutores da existência,
Somente dentro de nós, a ética da vida, sua consciência!

 

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em dezembro/2003)