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A JUVENTUDE BATE À PORTA DE DEUS

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A violência juvenil disseminada por toda parte, as apreensões, os estremecimentos, levam a conjeturar sobre o futuro da juventude. Assusta-nos ver transitando pelo mundo uma população jovem transviada, desenfreada, perdendo, para as drogas, a capacidade de viver, de sonhar.

E, a cada dia, torna-se constante a progressiva avalanche de criminalidade, praticada, na maioria, por jovens delinqüentes.

Eles se acabam antes mesmo de começar a viver. Eles, que seriam o futuro da nação, a esperança do amanhã, não conseguem sequer avistar esse futuro e, o pior, acabam por derrubar a construção erguida!

Mas, se uma parte da juventude se perde nos devaneios da droga, se afugentam os ideais de muitos pais, uma outra parte, fugindo do caos, do imediatismo, do prazer que conduz à morte, quer se salvar, sair desse marasmo psicológico e, então, se volta a Deus. Assustados e temerosos buscam abrigo na religião, querem a claridade que dela advém, querem a realização.

Um acontecimento singular chamou a atenção do mundo. Em 20 de agosto do ano passado, Dia Mundial da Juventude, no campus de Tor Vergata, nos arredores de Roma, o papa João Paulo II celebrou missa e nela compareceram, vislumbrando dias melhores, cerca de dois milhões de jovens católicos do mundo todo. Eram jovens procedentes de 160 países, dos cinco continentes, participando da “15.ª Jornada Mundial da Juventude”.

Essa presença fabulosa, inesperada de jovens, junto a João Paulo II, chamou a atenção da imprensa mundial, principalmente da romana. O que significava essa presença maciça de jovens, em Roma, atendendo a um apelo do papa? Como interpretar essa ida a Roma, para professar sua fé em Jesus Cristo? Eles, tais como discípulos, ouviam atentamente as palavras de seu grande guia espiritual, o papa João Paulo II.

A juventude perplexa, desorientada, bate à porta de Deus. Quer entrar, fazer parte de seu reino. Conclama Cristo o seu rei, o seu modelo a seguir. Nele buscam segurança e novos rumos de vida. Eles se cansaram do nada, do niilismo, do materialismo, com seu consumismo exacerbado, do vazio que proporcionam os prazeres inconseqüentes.

Esperançosos, proclamam sua fé nos valores espirituais, perenes, nos valores éticos e morais da existência. Querem algo maior, um significado maior para suas vidas. Eles anseiam por uma mudança de comportamento, que leve a uma mudança do pensar, do agir. Apoiam-se nos mandamentos de Deus para entender e aceitar a realidade discordante que impera na sociedade e, junto a Ele, examinam a direção que se está dando à vida. Meditam sobre o processo de destruição que se vem instalando em nosso meio, sobre a banalização com que a vida vem sendo tratada, numa verdadeira apologia da morte. Querem subverter esta ordem, trocar a cultura da morte pela cultura da vida.

Só a religião nos leva a essa direção, nos ensina a humildade, a olhar o próximo com mais benevolência, a estender-lhe as mãos, a aceitar o nosso igual e o nosso diferente. Ajuda a criar a ética da diversidade.

Os jovens vão a Cristo buscar novas formas de erguer o mundo, novas formas de atuar na sociedade, de abraçar a redenção, de conviver com o desigual. Jesus Cristo é sua esperança, sua grande mão amiga, a luz que indica o caminho. Através Dele, tomam consciência de suas vidas, da importância em preservá-las, tomam consciência da vida dos que o cercam, aprendendo a valorizá-la.

Diante de tão significativa participação, o papa, entusiasmado, disse: “Olho com fé o futuro da nova humanidade”. Lançou-lhes uma provocação: que tivessem a coragem de ser os santos do terceiro milênio, o que aconteceria se eles seguissem Jesus Cristo e os exortou “a empenhar-se na edificação de um novo mundo, baseado no poder do amor e do perdão, na luta contra a injustiça e contra toda a miséria física, moral e espiritual”. A juventude mostra uma forte necessidade de religião, pois ela ajuda a superar “a espiral do desespero, da insensatez e da violência”, acrescentou João Paulo II.

Esse encontro, classificado como o Woodstock da Igreja, foi também chamado de “Parada Católica do Amor”.

Nesse momento, nesse dia de Páscoa, diria que os jovens estão se encontrando com o espírito pascal, com o apelo cristão da renovação, da remissão dos pecados para, assim, ressurgir e abraçar uma vida nova com Deus, na compreensão, na justiça, na moral.

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em abril de 2001)