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A ESCOLA EM SEU NOVO DIRECIONAMENTO

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Izabel Sadalla Grispino *

Penetrando no mundo de valores diferenciados, na tentativa de alcançar as diversidades culturais, a escola expande seus horizontes, ultrapassa fronteiras e, num comportamento menos elitista, chega às camadas mais necessitadas da população.

A tendência atual é educar para a coletividade. A diversidade cultural hoje é mais acentuada que ontem e as crianças, desde cedo, entram em contato com ela. Como se situar nessa diversidade? Como se ajustar a ela sem confrontos desgastantes?

A educação direcionada ao coletivo leva ao enfraquecimento da competitividade. Educa para o entendimento da realidade circundante, do entorno, para conhecer a história do outro, suas tradições, seus costumes, seus anseios e limitações. Esse conhecimento aproxima uns dos outros, relaxa as rivalidades, convida às mãos estendidas.

Vivemos um outro momento, em que se faz necessário uma educação de valores abrangentes, uma compreensão de padrões de comportamento, de normas subjacentes aos diferentes grupos de convivência social. Uma educação que alcance a formação de uma consciência moral.

Crianças de origens diferentes, agindo de forma coordenada, colaboram para o equilíbrio, para uma convivência mais pacífica, desarmando intenções. A escola passa a educar para a responsabilidade social, ensinando a criança a participar da construção de uma sociedade cidadã, onde se trabalha o respeito aos direitos do outro e a consciência dos próprios deveres.

A escola passa a educar par a construção de uma sociedade comunitária, onde um sente a necessidade do outro, onde se aprende a não mais ignorar o outro, num aproveitamento de mente, de alma e de braços, no reerguimento da paz e da própria economia da Nação.

Já é tempo de se olhar, como aprendizes, às comunidades pobres. Saber ver o seu potencial, o imenso capital de conhecimento que essa comunidade herdou de pais, de avós, ver os valores socialmente criativos que expressam.

Nesse aspecto, a escola passa a ser uma instituição da coletividade, seguindo o relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI (Unesco), que estabeleceu quatro pilares, como eixos estruturais da Educação na sociedade contemporânea: Aprender a Aprender – buscar o saber, alcançar os seus objetivos;  Aprender a Fazer – relacionando o ensino à prática; Aprender a Viver e Conviver – desenvolver o conhecimento do outro, formar uma nova mentalidade, que vai gerar mais união e diminuição da competitividade, vai gerar o desejo de criar, de elaborar projetos conjuntos, de viver juntos; e Aprender a Ser – desenvolver a capacidade de autonomia e julgamento, fortalecendo a responsabilidade pessoal pelo destino coletivo.

Hoje, a escola reforça a visão de que a educação deve se dirigir ao convívio coletivo, ao desenvolvimento humano, no encontro das diferentes culturas, aproximando os povos e os segmentos da sociedade.

Transformar o meio em que se vive passa, necessariamente, pela sala de aula. Já passou a época da alienação aos menos favorecidos. Terá que haver um esforço para conciliar a destinação com a esperança. Um esforço para anular o sintoma da desigualdade e acreditar na capacidade de recuperação.

 

* Supervisora de ensino aposentada.            
(Publicado em dezembro/2006)