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A ESCOLA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA

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Izabel Sadalla Grispino *

Nos primeiros anos de vida da criança, a estimulação é fundamental. É quando o cérebro desenvolve os sentidos, a linguagem, os movimentos e as emoções.

Na educação infantil, leva-se a criança a fazer uso de seus cinco sentidos, para chegar ao conhecimento. Utiliza-se do tato (do tocar), do ver, do cheirar (olfato), do paladar, do ouvir. A estimulação precoce torna mais fácil à criança plantar as raízes do saber.

Importante entender que a aprendizagem não se dá apenas pelo intelecto, mas, também, pela emoção; não apenas pelo que a criança vê ou lê, mas, sobretudo, pela experimentação. A vivência de situações oferece melhores resultados. Interligando as áreas do saber, o conhecimento surge mais natural, mais abrangente, facilitando a interação do estudante com o ambiente, com os professores, com os colegas.

Importante entender que não se ensina mais por aulas avulsas, independentes, mas pela montagem de projetos, que envolvem todas as matérias, numa metodologia interdisciplinar. Os alunos participam das decisões sobre os projetos, neles atuam ativa e criativamente. Atuam com responsabilidade de aluno e de cidadão.

Nos projetos, os pais dos alunos são ouvidos, são parceiros nas suas realizações, dando mais autenticidade a eles e à história de vida do aluno, beneficiando, desse modo, as salas de aula.

No ensino fundamental, pais e professores deparam-se com a difícil fase da adolescência. Dos 12 aos 14 anos, os adolescentes têm mais dificuldades em aceitar padrões de comportamentos. A adolescência é uma fase em que o indivíduo não é adulto, nem criança; é uma fase em que ele busca sua identidade e testa limites; uma fase de passagem da experiência familiar para a pessoal. Surgem, nesse período, simultaneamente, o desconforto e o prazer das próprias escolhas.

As angústias, os conflitos existenciais, a resistência em aceitar a autoridade dos mais velhos, achando-se sempre os certos, o restante errado, poderão diminuir e desaparecer na fase em que estão freqüentando o ensino médio. Nesse período, as habilidades relacionadas com a capacidade de interagir com outras pessoas começam a melhorar sensivelmente.

A adolescência caracteriza-se pela transição entre a infância e a vida adulta. Esse ciclo da vida pressupõe uma caminhada ao amadurecimento, ao conhecimento de si próprio e dos outros, da afirmação da identidade e da autonomia.

Não é um período de um comportamento propriamente autônomo, mas de construção da autonomia. Um período em que o adolescente precisa ser responsabilizado pelas suas ações, pelas escolhas e pelas conseqüências que delas possam advir.

Pais e professores devem entender a importância de dosar as exigências: se a tensão for grande, arrebenta-se a linha divisória; se for frouxa, corre-se o risco de perder a estabilidade desejada. O papel educativo manda que não se deixe o adolescente solto, sem limites ou sem orientação, imaginando-o capaz de decidir tudo por si mesmo.

Há ocasiões em que se deve tomar as rédeas para conduzi-lo a uma reflexão de equilíbrio. A adolescência é uma fase que oscila entre o “não” e o “sim”, feitos sempre com diálogo e explicações. No “não”, é preciso que fique claro, para o adolescente, que não se trata de uma condição infantil, fazendo-o perceber a complexidade e os desdobramentos da situação em questão.

Pais e professores têm a difícil tarefa de dosar as situações, puxando e soltando as rédeas, até o momento em que o adolescente se sinta capaz de gerenciar as problemáticas escolhas e assumi-las com responsabilidade e perspectivas de sucesso.

Há estudos sugerindo que o desenvolvimento cerebral afeta a compreensão dos adolescentes, no referente às emoções e às relações sociais. Uma pesquisa feita pela University College London e pelo Institute of Child Health, ambos na Grã-Bretanha, revela que a capacidade de meninos e meninas de decodificar indícios sociais diminui entre os 12 e os 14 anos. Isso acontece por uma função do desenvolvimento do cérebro nesse período. Conclui a pesquisa que é um fenômeno de base biológica, do qual, felizmente, os adolescentes se recuperam em torno dos 16 ou 17 anos.

Um dos pilares da boa educação, do sucesso de crianças e jovens na escola, é a formação do professor. Nesse mundo de mudanças rápidas, de descobertas, cada vez mais aprimoradas do funcionamento do cérebro humano, é imperioso que o professor reveja a educação, avalie as novas informações, criando uma pedagogia transformadora, a serviço do aluno e da sociedade.