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VINTE E TRÊS DE MAIO – DIA DO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA

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Izabel Sadalla Grispino *

A escola não pode deixar de reviver, nesta época, os episódios da Revolução Constitucionalista. Reverenciar os heróis da Pátria é despertar no educando o sentimento patriótico, é resgatar os valores humanos de nossa terra e preparar as novas gerações para o amor e para as responsabilidades sociais, que a Pátria impõe.

Através dos grandes vultos de sua História, ensina-se a exortar o lugar onde nasceu ou onde vive, ensina-se a enaltecê-lo, a defendê-lo e, acima de tudo, a amá-lo. Ensina-se a respeitar os seus princípios, crenças e tradições, ensina-se a valorizar os atos de bravura devotados à Pátria, como o que aconteceu com a morte dos 4 estudantes: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, dando a própria vida pela redenção democrática do País – os seus despojos foram colocados, para orgulho do povo brasileiro, no Mausoléu do Ibirapuera. Ensina-se aos alunos o valor de uma Constituição, da Carta Magna de um país.

Como preâmbulo à poesia abaixo, lembro que em 1930 deveria haver eleição para presidente da República. Eram candidatos Júlio Prestes e Getúlio Vargas. Este, gaúcho, em 3 de novembro de 1930, sob o pretexto de que uma fraude eleitoral (antigo PRP) elegera Júlio Prestes, desencadeou no Sul a Revolução, conhecida como de 1930.

Tropas vieram do Sul e chegaram até o Rio de Janeiro, onde tomaram o poder. Getúlio Vargas tornou-se o chefe da Nação e nomeou interventores para governar os Estados, sendo em São Paulo interventor o embaixador Pedro de Toledo.

SOLDADO  CONSTITUCIONALISTA


Glorioso Soldado Constitucionalista,
Herói que lutou pela Revolução Paulista,
Bradou forte por uma nova Constituição,
Acirrada luta travou pela republicana redenção.

A rebelião teve origem na Revolução de 1930,
Tropas sulistas, sangrentas tintas derramaram sobre o País,
Se apossaram do poder, tendo à frente Getúlio Vargas,
Destituindo e prendendo o presidente Washington Luiz.

O governo provisório foi se tornando permanente,
O Estado de São Paulo não aceitava essa situação,
Em maio de 1932, por uma Constituição premente,
O povo saiu às ruas, contra a ditadura fez exortação.

Os estudantes aderiram bravamente ao movimento,
À democracia se prenderam em juramento,
No dia 23, na Praça da República,
Quatro jovens tombaram pela nobre causa pública.

Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo
Foram os primeiros mortos na luta pela Constituição,
Lavaram com seu sangue a afronta nacional,
Ídolos se tornaram no coração social!

Ergueu-se a sigla MMDC, como um estandarte,
Representa a data, traz as primeiras letras dos estudantes,
Cujo sacrifício pela Pátria não foi em vão,
O País teve, em 1934, a sua propalada Constituição!

Esta Constituição vigorou até 10 de novembro de 1937,
Quando Getúlio impôs nova ditadura ao povo,
Farsa que denominou “Estado Novo”,
Encomendando outra Constituição, a de 1937.

Em 9 de julho de 1932, em São Paulo,
Foi declarada a Revolução Constitucionalista,
Trazia o lema: “Tudo pela Constituição”,
O povo exaltado exigia a reparação.

Em homenagem aos quatro estudantes, de ardor nacionalista,
23 de maio foi consagrado ao Soldado Constitucionalista,
MMDC sintetiza para a Nação o gesto heróico,
A força que marcou o exemplo patriótico.

No Estado de São Paulo, por esse episódio,
O pendor de bravura ficou notório,
Pela Justiça, São Paulo revelou-se o primeiro,
Pela Democracia, impôs-se como pioneiro!

 

* Supervisora de ensino aposentada.    
(Publicado em maio/2005)