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SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

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Izabel Sadalla Grispino *

A educação, a boa educação, é o elemento primordial para se viver e se atuar na atual sociedade. O conhecimento tornou-se a mola-mestra do progresso, condição sine qua non para uma boa colocação profissional.

Essa sociedade exige que a criança seja não apenas educada, mas bem educada, o aluno capaz de pensar, de analisar, de criticar, de interferir na realidade circundante.

O desenvolvimento das habilidades e das capacidades intelectuais passou a ser o foco da educação, sendo o ensino ministrado através de projetos, onde o aluno, elemento ativo do processo de construção do conhecimento, é o centro de todas as atenções, de todas as atividades desenvolvidas.

A era do conhecimento chegou e a escola precisa ensinar esse aluno a buscar o saber, a aprender a aprender, a ter iniciativa, a desbravar a floresta. Para tanto, é preciso que ele tenha autonomia na aprendizagem, armas psicológicas, embasamento científico-cultural e que avance no terreno educacional e social com critério e lucidez. A função educativa da escola se fortaleceu, fortalecendo o conhecimento do aluno.

Um outro fator, que chama atenção da época atual é o domínio de línguas, da língua nacional e de línguas estrangeiras. Para se colocar na sociedade globalizada, o indivíduo precisa dominar, no mínimo, duas línguas. Se antigamente o francês foi o alvo, hoje é o inglês.

Com a chegada do Mercosul, bloco comercial da união dos países da América Latina, a esperança de trabalho, de empregos, suscitou a importância do estudo do espanhol. Hoje, embora o Mercosul não tenha alcançado o vôo que se sonhava é ainda esperança, se não tanto de trabalho, mas de encontro de idéias de nossos irmãos patrícios, de sua rica cultura, seus costumes e tradições que se colocam ao nosso alcance e nos fazem entender melhor a nossa realidade, a nossa terra.

O entusiasmo pelo estudo da língua espanhola tomou conta da nação brasileira. Muitas escolas já ensinam o espanhol e o que se pretende é torná-lo obrigatório em todo território nacional. O espanhol é, talvez, depois do inglês, a língua mais estudada no mundo todo.

Tenho em minhas mãos um livro de histórias, “Vagalumes da Infância”, de Ledercy Gigante de Oliveira, trazendo, em si, a idéia original de escrever as histórias em português e, na segunda metade do livro, colocá-las em espanhol. São histórias curtas, ligeiras, conforme recomenda a boa didática, que mexem com a imaginação, com o devaneio.

Pelo título, aliás sugestivo, supõe-se que são lembranças suas do passado, reminiscências da infância, se bem que em alguns contos o passado traz lances do presente.

O pensamento voa solto. Alguns contos apresentam um fino humor e certos detalhes, que permitem visualizar a cena descrita. São textos bem montados, bem escritos, com propriedade de linguagem, com a surpresa da apresentação, de uma obra bilíngüe. Seu estilo leve convida à leitura continuada.

Personalidade vibrante, alma irrequieta, Ledercy passeia pela vasta área pedagógica, deixando heranças diversificadas, lições de aprendizagem. Foi minha colega de supervisão e quem trabalhou com ela sabe da seriedade com que enfrenta tudo que faz.

Além de despertar o gosto pela leitura, “Vagalumes da Infância” tem o mérito de incentivar, de atrair o aluno para o estudo da língua espanhola. Passa-se de uma língua a outra, com a facilidade do suporte da língua-mãe.

Ledercy tem faro profissional, traço que faz o diferencial nas realizações de sucesso. Esse traço, apresentando contos bilíngües, trará ressonância, no momento atual da educação.

*Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em fevereiro/2007)