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SAÚDE ALIMENTAR E POSTURAL DO ALUNO

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A escola, de hoje, atua dentro de conceitos abrangentes, em benefício da educação integral do aluno, conceitos que vão além da simples transmissão do conhecimento. Ao lado do conceito “sujeito de direito”, assunto por mim abordado em um artigo anterior, ela trabalha o conceito de saúde alimentar. Preocupada com a saúde da criança, com problemas de obesidade, acarretando, já na infância, alta de colesterol, de triglicéride, provocando doenças cardíacas, renais, passa princípios de boa nutrição. Ensina alunos, pais, comunidade escolar, a importância de uma comida balanceada.

As cantinas são orientadas a substituírem lanches, como hamburgueres, batata frita, frituras em geral, alimentos de alto teor calórico, refrigerantes, por sucos naturais, por pouco doce e por salgadinhos menos gordurosos.

Em termos de saúde, outra preocupação da escola recai sobre a postura correta do aluno, o peso, nas costas, das mochilas, que tanto afeta a coluna vertebral. É um trabalho de educação que quer que o aluno se sinta amado, protegido, jamais punido.

Geralmente, as crianças não verificam quais as aulas do dia e acabam levando para a escola o material de todas as disciplinas, aumentando o peso nas costas. Essa é uma característica que deve ser trabalhada por pais e professores, porque o aluno pode carregar, na mochila, no máximo 10% de seu peso, conforme recomendam os ortopedistas pediátricos. Mais que isso, pode causar vícios de postura, dores musculares, lombalgia e até problemas no crescimento, revelam estudos ortopédicos.

Entre as crianças pequenas, as mochilas pesam pouco, o problema é maior entre alunos das últimas séries do ensino fundamental e médio, devido ao aumento do número de disciplinas e conseqüente aumento do número de livros. Nessa faixa de idade, os alunos, de um modo geral, recusam-se a levar mochila com rodinha, porque acham que é coisa de criança e acabam apresentando dores freqüentes na coluna.

A diversificação educacional faz da escola de hoje uma instituição vista como a grande auxiliadora no entendimento das reações humanas e psicológicas do aluno. Aborda problemas comportamentais de muita ajuda aos pais, como, por exemplo, educar para a verdade. Entra num terreno bastante vivenciado pelos pais, como o fato de mentir, e que faz parte do comportamento infantil.

As crianças mentem, seja para expressar um desejo ou esconder um malfeito. Elas fazem uso desse artifício por se sentirem inseguras em dizer a verdade. O que mais querem é ser amadas e aceitas, sempre. Quando isso acontece, a orientação é de dar atenção, de ter firmeza e diálogo, para trazer as crianças de volta ao caminho da verdade. Mostrar o que é correto com firmeza, explicar-lhes que para se viver em sociedade regras devem ser cumpridas. A preocupação com a mentira é tão importante como a forma de se relacionar e de entender a mensagem da criança, que está nas atitudes. Fantasiar, brincar de faz-de-conta, fazem parte do desenvolvimento infantil, ajuda a criança a se expressar e a enfrentar seus medos e anseios.

Contudo, para a boa educação, o ideal é que a mentira seja cortada pela raiz, orientando com compreensão, discutindo, com atenção e respeito, sobre o certo e o errado. Fazer a criança sentir que sobre mentiras não se constrói uma relação de confiança.

A psicoterapeuta infantil Violeta Daou Queijo explica com propriedade: “A criança amadurece na fantasia e entra, aos poucos, em contato com o mundo real. Nesse processo, o companheiro imaginário a escuta e partilha suas aflições sem repreendê-la. Preservar a vida imaginária da criança é permitir que ela viva essa experiência inteiramente e sem repressões ou bloqueios, que enriqueça a vida.  Aos  poucos, por si mesma, ela vai diferenciar

a fantasia da realidade. Não há uma idade exata para isso acontecer. Cada criança é única e tem o seu próprio tempo.

Educação é processo integrado. Os saberes não são separados, fragmentados. O indivíduo é um ser por inteiro, englobado em mente, corpo e alma. Não é um ser compartimentado. É com esse entendimento que a escola renovada se encaminha.

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em janeiro/2003)