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O CAMINHO DA REABILITAÇÃO

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Izabel Sadalla Grispino *

Diante de um mercado de trabalho cada vez mais exigente, a qualificação é chave para a profissão. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo IBGE, em setembro de 2006, dá, novamente, seu sinal de alerta: “A educação brasileira continua muito abaixo dos padrões necessários a uma economia dinâmica e competitiva – capaz de aumentar sua presença no mercado mundial, condição básica para a geração de emprego e redução da desigualdade social”.

A cada passo da avaliação da educação básica, mais a presença da necessidade da intervenção nessa educação. São fatos mensurados pelas estatísticas, revelando um ensino sem qualidade, cujos efeitos negativos se espalham pelas atividades sociais, essenciais ou secundárias, comprovando uma política educacional ineficaz.

Ajudas parciais às escolas, por parte da sociedade civil, vêm acontecendo, há algum tempo. São ajudas limitadas, destinadas a algumas e que trazem benefícios educacionais comprovados pelas avaliações oficiais. Porém, a grande maioria das escolas fica restrita ao debilitado sistema oficial, sem chances de crescer.

Dentre essas ajudas está a Fundação Abrinq. Essa Fundação abriga um programa “Crer para Ver”, que tem como objetivo apoiar iniciativas e dar meios para a criatividade florescer dentro das escolas públicas.

Fundações há que fazem parcerias com escolas públicas, fornecendo equipamentos, material de apoio didático-pedagógico, promovem a reciclagem de estudos dos professores, acompanham, passo a passo, a atuação da escola, o nível de aprendizagem dos alunos, as avaliações e exigem dela uma performance primorosa.

O movimento empresarial “Todos pela Educação”, lançado em setembro de 2006, quer alcançar a consciência nacional de ajuda à educação. O propósito é criar uma mobilização social em favor da educação, ensinar a sociedade cobrar educação e educação de qualidade.

São movimentos auxiliares, com resultados parcelados, porque não conseguem uma unanimidade, um alcance global da educação básica.

A idéia lançada pelo professor Eduardo Giannetti da Fonseca, propondo um exame nacional unificado, no final do ensino fundamental, que venha credenciar a certificação desse ensino, é, no mínimo, digna de ser considerada. É uma proposta compacta, plausível, objetiva, que deve ir formando o imaginário dos educadores. É um caminho aberto, em que, certamente, sugestões virão, virão outras propostas, que, na confrontação, surgirá a melhor proposição.

Algo de concreto precisa acontecer. O ensino básico, ensino de alicerce, é prioridade na pirâmide educacional. Temos, para um País que se quer desenvolvido, uma educação descontrolada, anacrônica, decadente, precisando ser encarada. A exclusão social, que vem acontecendo em larga escala, é provocada, não pelos anos de escolaridade, mas pelo péssimo ensino público.

Constatar a ineficiência do sistema educacional, deixando de fazer as mudanças necessárias, significa permanecer na discussão inútil, estéril, sem avançar na prática educativa, no acesso à profissão de qualidade.

* Supervisora de ensino aposentada.        
(publicado em novembro/2006)