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MELHORAR O ENSINO PELA APRENDIZAGEM

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Izabel Sadalla Grispino *

Para  a  atual  sociedade,  a  escola precisa desenvolver no aluno a capacidade de pensar e de aprender. Aprender será uma característica constante, evoluindo ao longo de toda a vida.

Essa é uma condição básica de que a escola não pode se furtar na sociedade do conhecimento, no mundo globalizado. Nos últimos anos processou-se uma verdadeira revolução na ciência pedagógica, reforçando os conceitos referentes às habilidades e às competências dos alunos, no processo de aprendizagem. Passou-se à adoção de critérios objetivos para fixar metas ao ensino, aperfeiçoando os sistemas de avaliação que permitem comparar o desempenho dos alunos e das escolas com outras escolas, com outros municípios, Estados ou País, com o desenvolvimento que houve da Teoria de Resposta ao Item.

As novas dimensões pedagógicas, ao que tudo indica, não foram, ainda, devidamente absorvidas pelos profissionais da educação. Os indicadores do desempenho dos alunos não mostram evolução satisfatória, revelando que as políticas educacionais não estão vindo de encontro ao efeito desejado. Os programas de estímulos à melhoria do desempenho das escolas concentram-se nas condições de ensino, em relação aos meios, para se desenvolver uma boa aprendizagem. Referem-se ao funcionamento das escolas, à formação dos professores, em reciclagem de estudos e melhoria salarial ou equipamentos, como laboratórios e computadores.

Embora as condições de ensino sejam importantes, chega-se, hoje, à conclusão de que os resultados de avaliações da aprendizagem dos alunos são os caminhos mais seguros para se promover uma melhoria do desempenho estudantil. Os programas, que, até então, vêm focando apenas as condições de ensino, devem deslocar o foco para a aprendizagem, considerando os resultados de avaliações, seguidas dos resultados de pesquisas sérias, sobre educação.

Partindo para um exemplo prático, analisando o resultado de uma recente pesquisa, feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, que mostra uma preocupante evasão escolar, chegamos à sala de aula, à passagem do conteúdo. Segundo a pesquisa, 18% dos jovens entre 15 e 17 anos não freqüentam a sala de aula. O principal motivo alegado pelos jovens, e que sobrepuja em muito os demais,  é o desinteresse pela escola – 45%;  seguido de trabalho – 22%;  e dificuldade de transporte – 10%.

Percebemos que o ponto capital está na falta de motivação aos estudos, ponto que recai sobre o processo de aprendizagem. Faz-se necessário pensar em um outro modelo de escola; esse não está despertando interesse dos alunos. A aprendizagem tem que estar próxima a um conteúdo pedagógico mais afinado à realidade dos jovens, mais identificado com suas vidas e mais eficiente em relação ao mercado de trabalho, de preferência visando à escola técnica.

Ao lado de se trabalhar a consciência da necessidade da educação, junto aos jovens e suas famílias, há a necessidade de uma revisão curricular e novos métodos de ensino, o que significa programar para a aprendizagem, na busca de melhorias de ensino.

* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em abril/2007)