Payday loans uk
  1. Skip to Menu
  2. Skip to Content
  3. Skip to Footer>

LUZES DESPONTAM PARA A EDUCAÇÃO

PDF Imprimir E-mail

Izabel Sadalla Grispino *

Ultimamente, os resultados de pesquisas educacionais, quer nacionais, quer internacionais, não têm mostrado um quadro favorável ao ensino básico brasileiro. Ao contrário, relatam situações precárias e constrangedoras, um ensino de baixo nível.

As análises internas encontram-se e completam-se com as análises feitas por organismos externos. Recentemente, em abril de 2006, o IBGE divulgou dados relativos a 2004 do Plano Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad), mostrando a ineficiência de nosso sistema educacional, numa visão desoladora, deprimente para a nação. O debilitado sistema de ensino reincide sobre a população brasileira, apresentando uma larga margem de analfabetos e analfabetos funcionais.

A Prova Brasil, uma avaliação do ensino básico, revelou – julho de 2006 – que a grande maioria dos alunos não consegue aprender, mostrando um ensino de má qualidade. O Pisa, realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), colocou os estudantes brasileiros, em leitura e matemática, em último lugar.

Uma triste realidade se impõe. O mau ensino vai tomando conta da rede pública e pouco se faz, com competência, para reter seu avanço. O nível da nossa educação é dos piores, quando se mede em testes internacionais. O crescimento do País está atrelado à educação, por isso o nosso não consegue alçar vôo.

Segundo consta, há 40 anos, a nossa renda per capita era maior que a da Coréia do Sul e hoje a coreana é 2,5 vezes a nossa. A razão está no investimento maciço feito à educação. Na Coréia, a escolaridade média é de 13 anos, a nossa de 6. Saltou em disparada em relação ao indicador brasileiro.

Falar em educação como prioridade nacional é slogan antigo. Medidas desarticuladas, ineficientes, são o que mais imperam no nosso sistema de ensino. Presentemente, surge no País um movimento empresarial, “Todos pela Educação”, lançado em 6 de setembro de 2006. Um compromisso que reúne os maiores empresários do País e propõe metas a serem atingidas até 2022, no bicentenário da independência brasileira.

Um dos grandes objetivos do movimento é envolver a sociedade civil na luta por uma educação de qualidade levantar a discussão sobre a educação, sensibilizar o País para sua importância. Conscientizar a sociedade de que não há verdadeira independência sem educação, não há crescimento da economia sem educação, pois existe uma relação direta entre educação e renda. Um indivíduo com uma boa formação escolar consegue melhores empregos, passa a ter mais renda. O mercado de trabalho requer padrões mínimos de educação.

O movimento pretende criar uma mobilização social em favor da educação. Ensinar a sociedade cobrar educação e educação de qualidade, a se inserir no processo de educação. Mostrar à sociedade que o futuro se faz do hoje, do aqui e agora, e o nosso hoje está muito ruim.

O movimento não vai entrar no mérito das práticas educativas e define metas que serão por ele cobradas. Entre as metas, a obrigatoriedade de todas as crianças com 8 anos saber ler e escrever, de todos os alunos concluírem o ensino fundamental e médio e a garantia de uma boa gestão de recursos da educação, ressaltando a escola de qualidade.

O movimento é promissor porque vai acompanhar a evolução do processo e cobrar resultados. Torcer para que a educação se engrene e se levante começa a alcançar a consciência nacional, no entendimento de que educação e conhecimento são requisitos básicos para o desenvolvimento.

Dar à educação posição de política pública suprapartidária é o melhor caminho para o exercício pleno da democracia.

* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em setembro/2006)