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LOUVOR AO 15 DE OUTUBRO – DIA DO PROFESSOR

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Izabel Sadalla Grispino *

Façamos, hoje, uma pausa para meditação. Pensemos, com carinho e consciência, na figura do professor, do “magister”, na força de alavanca social de que é portador. Deus é do universo o grande arquiteto e o professor é o seu grande aliado, aquele que ajuda a manter e a conservar a sua obra humana e cósmica. Não importa em que sociedade vivemos, em que cultura nos inserimos, em que época da vida nos reportamos, é ele, o professor, o insubstituível protagonista de todo o desenrolar das atividades humanas, a mola-mestra do desenvolvimento sustentável do planeta. É para ele, para a sua educação, que se volta a esperança de vida de nossa mãe-terra, a esperança da quebra do desnível social, da afirmação da ciência, em sua evolução.

Homenageamos, hoje, a todos que se dispõem a ensinar, não só o professor institucional, mas, também, o informal, a todos que passam o seu saber para as novas gerações, colaborando com o crescimento do outro, com a construção de um mundo melhor.

Embora o papel do professor, nessa nova sociedade tecnológica, tenha mudado, ele continua sendo o elemento indispensável para a promoção humana e social. Durante muito tempo, o professor mobilizou um saber disciplinar – apoiado nas disciplinas do currículo – era o transmissor do conhecimento científico. A escola era o lugar privilegiado do saber, a instituição responsável pela transmissão da memória social e cultural e o professor, a principal fonte do conhecimento. Esse conhecimento, centralizado na sua pessoa, colocava-o como um capital profissional, um capital de saberes. Hoje, ele perdeu a vanguarda do conhecimento – detêm-no a mídia, o computador, a internet.

A escola não é mais o lugar propriamente da informação, mas o lugar do que fazer da informação, e o professor, a pessoa capaz de gerenciar toda uma sociedade de conhecimento. A escola vem assumindo, progressivamente, um papel mais educativo que informativo. Associa-se, hoje, mais que ontem, à função do professor, a do educador. Se ele  não é mais um “capital de saberes”, é, contudo, um “capital de formação”, função tão importante quanto. Ele é o carro-chefe do avanço tecnológico.

A escola deve vir antes da tecnologia. Ela tem o encargo de formar o aluno, de dar-lhe as armas psicológicas, morais, intelectuais, necessárias para o recebimento das tecnologias. No contexto tecnológico, o que vale mesmo é a boa formação, o conjunto desenvolvido das capacidades do indivíduo, tanto nos aspectos cognitivos, como nos atitudinais e procedimentais. Formar o indivíduo para a criticidade é o grande alvo. Nesses aspectos, a pessoa do professor é imprescindível. Ele foi, é e sempre será o fulcro do processo educativo.

Nessa linha, avança-se para o conceito de capital humano, conforme a ciência da ergonomia, quando fala em investimentos, não só de equipamentos, de tecnologia, mas, também, e, sobretudo, da pessoa humana, da sua qualificação, melhorando sua atuação, suas condições de trabalho, sua qualidade de vida.

Que a ergonomia ganhe a educação, que nela faça valer seus princípios, que sociedade e governo encarem o professor como real capital humano que é e não um faz-de-conta. Só, então, poderemos alimentar a sonhada esperança de que a boa educação resplenderá, seguida do sentido de igualdade de que fala a nossa Constituição.

Ao sofrido professor, ao monumento que denominamos magistério, em meus versos, a expressão de reconhecimento e de amor.

MAGISTÉRIO

*Izabel Sadalla Grispino

Magistério, luz da civilização,                                       Magistério é reinado das profissões   
Deusa Minerva de alta sabedoria,                               Mestre, médico, engenheiro, padeiro,
Eu te proclamo em sentida profusão,                        Cada um, dele se vale com distinções,
Te reverencio em nome da maioria.                           Para formar, com luta, um mundo ordeiro.

És a esperança da vida igualitária,                            Ele é o grande aliado do Criador,
A niveladora da desigualdade,                                    Ultrapassa a nossa dimensão humana,
A força que agrega, nunca solitária,                         Beira as raias do divino Inventor,
Sustento da ciência em sua prosperidade.             Guarda o ambiente, impede ação desumana.

Espalhas na terra o senso humanitário,                  Só ele nos livra do mundo escuro,
Carregas, no ventre, o ideal da humanidade,         Só ele é capaz do homem libertar,
Exaltas o viver do homem solidário,                         Só ele nos arremessa pro futuro,
Não te descuidas da religiosidade.                           Só ele é capaz do universo salvar.

Arrancas o ser das trevas da ignorância,               Magistério é resplendor do horizonte,
Erradicas do solo o analfabetismo,                          Sabedoria da fé e da razão,
Educas o adulto, o jovem e a criança,                      Edifício e pilar da saga gigante,
Propiciando ao aprendiz sendas do ecletismo.     Estrada do sol, nobre constituição!

Desces da grandiosidade do teu trono,                  O professor é o seu grande apóstolo,
Freqüentas palacetes, tristes cabanas,                 Tem no ensino o seu evangelho,
Embora sendo nosso grande patrono,                   Magistério é ação, não é rótulo,
Humildemente puxas as caravanas.                       É o sacerdote do jovem, do velho

Gloriemos o mestre, hoje tão esquecido,
Já viveu tempos áureos, lindo troféu,
Agora, com seu salário empobrecido,
Tem o amor de quem lhe tira o chapéu!


* Supervisora de ensino aposentada.    
(Publicado em outubro/2000)

 

MAGISTÉRIO

Izabel Sadalla Grispino

Magistério, luz da civilização,                                      Magistério é reinado das profissões          

Deusa Minerva de alta sabedoria,                              Mestre, médico, engenheiro, padeiro,

Eu te proclamo em sentida profusão,                         Cada um, dele se vale com distinções,

Te reverencio em nome da maioria.                           Para formar, com luta, um mundo ordeiro.

És a esperança da vida igualitária,                             Ele é o grande aliado do Criador,

A niveladora da desigualdade,                                    Ultrapassa a nossa dimensão humana,

A força que agrega, nunca solitária,                          Beira as raias do divino Inventor,

Sustento da ciência em sua prosperidade.                  Guarda o ambiente, impede ação desumana.

Espalhas na terra o senso humanitário,                     Só ele nos livra do mundo escuro,

Carregas, no ventre, o ideal da humanidade,            Só ele é capaz do homem libertar,

Exaltas o viver do homem solidário,                           Só ele nos arremessa pro futuro,

Não te descuidas da religiosidade.                              Só ele é capaz do universo salvar.

Arrancas o ser das trevas da ignorância,                   Magistério é resplendor do horizonte,

Erradicas do solo o analfabetismo,                             Sabedoria da fé e da razão,

Educas o adulto, o jovem e a criança,                        Edifício e pilar da saga gigante,

Propiciando ao aprendiz sendas do ecletismo.           Estrada do sol, nobre constituição!

Desces da grandiosidade do teu trono,                       O professor é o seu grande apóstolo,

Freqüentas palacetes, tristes cabanas,                        Tem no ensino o seu evangelho,

Embora sendo nosso grande patrono,                                   Magistério é ação, não é rótulo,

Humildemente puxas as caravanas. É o sacerdote do jovem, do velho

Gloriemos o mestre, hoje tão esquecido,

Já viveu tempos áureos, lindo troféu,

Agora, com seu salário empobrecido,

Tem o amor de quem lhe tira o chapéu!