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JURACY LOPES DE CAMARGO, UM EXEMPLO A SER SEGUIDO

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Izabel Sadalla Grispino *

Seqüenciando as homenagens prestadas ao nobre jornalista Juracy Lopes de Camargo, recém-falecido, externo, também, os meus sentimentos.

Conheci o sr. Juracy há aproximadamente três anos. Já no primeiro encontro, ele deixou transparecer a pessoa humana, altruísta que habitava sua alma. Solicitei-lhe uma entrevista, porque queria participar de seu jornal, competente e imparcial. Aposentada, retornava da cidade de São Carlos, onde exercia minhas funções profissionais. Conhecia, contudo, o alto conceito que o jornal “A Cidade” desfrutava no seio da sociedade ribeirão-pretana.

Fui, gentilmente, recebida por ele e por sua, não menos atenciosa, sobrinha Vera. A simpatia de ambos tocou-me. A acolhida amistosa rendeu-me estímulo à participação pretendente. Deixei com ele e com a Vera os primeiros artigos para que, após analisados, decidissem de sua publicação. Desde, então, imbuída desse meu ideal de contatar-me com a sociedade desta terra e, especialmente, com as escolas e seus representantes, não parei de enviar artigos, que saem, regularmente, todos os domingos e, facilitando o leitor, sempre no mesmo caderno e no mesmo lugar.

O sr. Juracy e a Vera permitiram-me dar seqüência ao trabalho de orientar, de dar minha contribuição à escola e à formação do professor, diretriz a que me propus a vida toda.

O sr. Juracy se vai, mas a sólida estrutura montada, iniciada por seus ilustres pais, sustentará a continuidade do jornal “A Cidade”, não se podendo deixar de ressaltar a luta incessante de sua valorosa irmão Jandira. Ele é digno representante de uma tradicional família voltada ao jornalismo, abraçando um jornal que prima pela qualidade, pela informação independente.

A família Lopes de Camargo enverga o estandarte do pioneirismo da comunicação, na cidade de Ribeirão Preto. O jornal “A Cidade” aproxima-se de seu centenário de existência. Centenário de registros memoráveis. Acompanhou a caminhada heróica desta cidade, de seus primórdios ao gigantismo de hoje. Foi testemunha ocular de sua história, presenciou os seus fatos, seguiu os seus passos, infiltrados em todos os seus níveis, em toda a sua dimensão, quer na política, na vida social, na educação, na arte, na saúde, na segurança, no comércio, na indústria, na formação de seu povo, no surgimento das cohabs, de sua população mais carente. O jornal, com seriedade, tudo viu, tudo registrou. Ele é um museu histórico vivo, documentado, da cidade.

O sr. Juracy, com sua devoção à causa da comunicação, com seu incentivo às letras, era como a centelha de luz que atrai, pelo brilho estelar, outras centelhas, formando com ele uma iluminada constelação. Que o exemplo de força profissional, de ordem, de respeito às normas estabelecidas institucionalmente, perdure na memória dessa geração e das próximas que virão.O jovem tem nele um exemplo a seguir, na constituição de um País forte, a sociedade um gesto de agradecimento pelo esforço desenvolvido em prol das ações sociais.

Felizes os que, como ele, partem, tendo deixado um legado de honestidade e de relevantes serviços prestados. Felizes os que, como ele, partem, tendo podido exercer, condignamente, a missão a que veio predestinado. O homem tem sua hora de plantar e sua hora de repousar. Juracy retorna à Casa do Pai, ao reino do Infinito. Que sua alma descanse em paz.

* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em julho/2002)