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EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO (ENEM)

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Izabel  Sadalla  Grispino *

O Ministério da Educação e Cultura (MEC), ao iniciar seu processo de avaliação do ensino médio, deu início ao projeto do “Exame Nacional do Ensino Médio” (Enem), um exame nacional de final de ensino médio, criado em 1998, com o objetivo de avaliar as habilidades e as competências adquiridas pelos alunos no fim da educação básica. Expandiu, porém, o objetivo que passou a ter também o propósito de oferecer às universidades um outro critério de seleção ao seu ingresso. O Enem é, ao lado do vestibular, uma outra opção de ingresso ao ensino superior.

Universidades, sob a chancela do MEC, organizarão o Enem, que é financiado por uma taxa de inscrição e é voluntário, tanto para o aluno como para a universidade, que terá liberdade em adotar ou não o resultado do exame, como um dos critérios a seu ingresso. O aluno terá pontuação, aproveita a nota a universidade que quiser.

O MEC dará um limite de vagas para poder garantir outro tipo de ingresso, por exemplo, aos alunos do curso supletivo e para os que não fizeram o Enem. Não vai permitir que 100% das vagas sejam preenchidas com os alunos que venham a ter as melhores notas no exame. Aquele que perder o exame poderá fazê-lo em qualquer época e o que obteve nota insatisfatória poderá repetir o exame para melhorar a pontuação. O exame não será feito apenas pelo aluno que tenha concluído, no respectivo ano, o ensino médio, mas por todos os que já o completaram, não importando se há 10 anos ou mais. O “Exame Nacional do Ensino Médio” (Enem) é apenas uma referência, visa, essencialmente, a rede pública. A particular mantém seus próprios critérios, como já tem feito. Sobre a pontuação, tomando o exemplo dado pelo ministro Paulo Renato Souza, temos: sobre o máximo de 500, o aluno obteve 350 pontos. Uma determinada universidade poderá aceitar essa pontuação, e outra só aceitar acima disso. As pontuações regulares poderão ser submetidas a outros critérios.

O “Exame Nacional do Ensino Médio” (Enem) é totalmente diferente do Exame Nacional de Cursos (ENC), o provão. O provão não traz conseqüências individuais, é feito para avaliar o curso superior. No “Exame Nacional do Ensino Médio” (Enem) as conseqüências são individuais, embora não dê direito garantido de ingresso ao ensino superior, como dá, por exemplo, o vestibular. Vai depender do critério adotado pela universidade. O Enem abre apenas a possibilidade de ingresso.

O Enem põe em prática a metodologia implícita nos preceitos emanados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para a reforma do ensino. Os exames têm sido elaborados com o propósito de testar a capacidade de o aluno aplicar conhecimentos na resolução dos problemas diários. Busca aferir a estruturação do raciocínio e a análise de problemas, cobrando conteúdo próximo à realidade do aluno.

Conforme orientação do MEC, o que se quer é avaliar as habilidades e as competências desenvolvidas pelos alunos durante a educação básica. Ressaltando a necessidade de os exames abordarem o conteúdo de modo interdisciplinar, a coordenadora do Enem, Maria Inês Pini, diz que “a avaliação será interdisciplinar, não havendo questões específicas por matérias. Serão perguntas que irão misturar conceitos de física e matemática, por exemplo. Em todas as questões o aluno precisará ser capaz de estabelecer relações entre as diversas áreas do conhecimento. O objetivo maior do Enem é montar uma prova que não meça conteúdo e, sim, habilidades.”

O Enem é constituído por uma prova única, contendo 63 questões objetivas de múltipla escolha e uma redação. Todo participante receberá um boletim individual de resultados, que é sigiloso e fornece informações sobre o desempenho do aluno, comparando-0 com a média geral do País.

No 3.º ano de sua existência, o Enem traz mais uma característica: a avaliação, também, poderá se tornar fonte de informação para as empresas na contratação de pessoal e qualificação profissional. O exame pode ser utilizado pelo mercado de trabalho, na seleção de pessoal de nível médio, servindo como referência de qualidade, no currículo dos candidatos. Uma outra utilização do Enem no mercado de trabalho poderá se dar na preparação de cursos e treinamentos, considerando as necessidades específicas de cada clientela. “O Enem vai ao encontro das novas necessidades do mercado de trabalho, que busca cada vez mais um profissional capaz de intervir, de forma lógica e criativa na realidade”, reforça Maria Helena G. de Castro, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC).

O Enem, se aplicado com critério e bem dosado, terá o mérito de nos revelar os caminhos que o ensino médio vem tomando, assim como o grau de conhecimento demonstrado pelos alunos nesse nível de escolaridade. Despertará, para a escola, a aprendizagem prática, realista, contextualizada, reforçando seu  caráter  formativo,  no qual o ensino deve nortear-se mais pelo desenvolvimento das capacidades cognitivas de caráter geral  que  por  informações.  O  “Exame  Nacional do Ensino Médio” (Enem) pode vir a ser um grande referencial à metodologia da escola, uma alavanca na organização didático-pedagógica, que poderá conduzi-la à necessária renovação.

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em junho/2001)