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ENSINO INFANTIL E RENDA

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Izabel Sadalla Grispino *

A época, através de organizações como a ONU, de Fundações, como a Abrinq, vem, constantemente, demonstrando as vantagens de se cursar o ensino infantil. Vem apelando, aos órgãos governamentais, a implementação de uma educação infantil universal, a mesma prioridade dada aos demais graus de ensino.

Buscando conscientizar sobre os benefícios dessa educação e sobre os problemas que sua ausência acarreta, a Fundação Abrinq, pelos Direitos da Criança, passa a lançar uma campanha nacional, pela valorização da educação infantil.

Ampliar o acesso e receber atendimento de qualidade são preocupações que atingem crianças de zero a 6 anos. É na fase dos 3 anos que a criança começa aprender a aprender o mundo ao seu redor. 90% das conexões cerebrais se formam até os 3 anos, significando o desenvolvimento do pensamento simbólico, a memória, a racionalidade e controle dos impulsos mais primitivos.

Essas conexões não são resultantes apenas da genética, mas, também, da interação com o ambiente, com a família, com os educadores. Aos 6 ou 7 anos, a criança já passou por esse período, sumamente importante à sua formação.

Segundo dados do Inep, órgão do Ministério da Educação, atualmente, maio de 2007, 7,2 milhões de crianças de até 6 anos estão matriculadas em escolas particulares e públicas no País. Desse total, 5,2 milhões estão na educação infantil, que engloba a fase de 4 a 6 anos e deve começar a preparar a criança para a alfabetização. Isso significa, pelos dados do IBGE, que só 13% das crianças brasileiras têm acesso à creche. Na faixa de 4 a 6 anos, o índice fica em torno de 70%;

Os ganhos adquiridos pela criança, que freqüentou a pré-escola, vão garantir uma seqüência de estudos com mais facilidade, mais proveito. Estudos mostram a real influência da educação infantil no desempenho do aluno.

Uma pesquisa inédita, realizada em maio de 2007, feita pelo Ibemec São Paulo e pela Tendências Consultoria, mostra que esses alunos têm notas mais altas nos exames nacionais, maior probabilidade de concluir o ensino médio e entrar numa faculdade. A pesquisa revela que as pessoas, com idade entre 21 e 65 anos, que freqüentaram a pré-escola, têm maior escolaridade do que aquelas que começaram a estudar somente a partir da 1.ª série do ensino fundamental.

A freqüência à pré-escola permite um aumento de 4% na conclusão da 4.ª série, 18%, na 8.ª série, 23%, no ensino médio e 5%, na faculdade, totalizando 1,5 ano no estudo a mais do que quem ingressou na escola na 1.ª série. O impacto da creche, com alunos até 3 anos de idade, é maior na conclusão do nível superior, mas faz pouca diferença no nível profissional.

Essa pesquisa é inédita no sentido de revelar a renda maior que o ensino infantil gera. Quem fez o ensino infantil, ou começou a estudar entre os 4 e 6 anos de idade, tem, em média, renda 27% maior do que quem entrou, na escola, apenas aos 7 anos. A pesquisa consegue mostrar, numericamente, a importância e influência futura do ingresso no ensino infantil.

Comprovadamente, a pré-escola traz benefícios significativos às pessoas, quer sobre o crescimento intelectual, quer sobre o impacto do salário. Estes fatores são fortes indicadores da prioridade a ser dada ao ensino infantil, tornando-o universal.

* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em julho/2007)