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EDUCAÇÃO E RENDA

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Izabel Sadalla Grispino *

Encontra-se em construção o núcleo do Parque Tecnológico de São Paulo, numa área de 20 mil metros quadrados, cedida pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). No início do próximo ano, cerca de 20 empresas, na Cidade Universitária, em São Paulo, estarão presentes com suas sedes ou centros de pesquisa.

A finalidade é aproximar as empresas da universidade, fazer com que o conhecimento adquirido nos laboratórios possa ser transformado em produtos e serviços. Fazer uma integração entre demanda e produção de conhecimento. O parque tecnológico de São Paulo dará às empresas uma aproximação maior com os professores doutores, em número de 5 mil e os 40 mil alunos de pós-graduação que freqüentam a Cidade Universitária. Abrigará as empresas que já passaram pela fase de incubação no Cietec e querem manter estreita relação com a universidade.

Outros parques tecnológicos poderão surgir nas cidades de São José dos Campos e São Carlos. A aproximação de empresas com as universidades já ocorre em países de primeiro mundo, como nos Estados Unidos, com a Universidade de Stanford, que deu origem ao Vale do Silício, e às empresas americanas de tecnologia de informação, com ganhos consideráveis. As empresas vêm acolhendo com entusiasmo a participação do Parque Tecnológico. Acreditam em bom retorno tanto para elas como para a universidade, prevendo que o licenciamento de tecnologia para a indústria pode se tornar uma fonte importante de financiamento para a universidade. O grande retorno está na ampliação da irradiação do conhecimento entre universidade e setor privado.

Há um projeto de Lei de Inovação que prevê incentivos para este tipo de empreendimento, como ações de empreendedorismo tecnológico e de criação de ambientes de inovação, inclusive de incubadoras e parques tecnológicos.

Hoje, quando se debatem os rumos da educação surge a preocupação entre educação e renda. Educação vincula-se a crescimento econômico, porque educação significa conhecimento, defende valores, passa credibilidade, fortalecendo mercados e criando ambiente mais favorável para investimentos. Disciplina e padronização, próprias da educação tradicional da época das economias industriais, foram substituídas, na última década, por criatividade, trabalho em grupo e constante retreinamento. A educação, cada vez mais, vem se reestruturando para contribuir para o progresso científico e técnico, para o trabalho produtivo e o desenvolvimento econômico.

Na relação entre educação e renda, vários setores se desenvolvem, como o de gestão. Muitas empresas se colocam nas mãos de jovens talentos, aliam aprendizado teórico e experiência prática de gestão. É o que acontece com o Global Management Challenge (GMC). Direciona, em seus programas, as áreas de marketing, produção e vendas, oscilações de mercado, que mudam o cenário econômico, no qual uma empresa está inserida, e dão aos competidores a sensação e o aprendizado reais de se gerir uma companhia. O Global Challenge, competição que acontece em 15 países anualmente, permite a estudantes universitários, que nele se inscrevem, comandar as metas e estratégias de crescimento de uma indústria fictícia, treinando-os em jogos de gestão.

O GMC existe há 25 anos e já contou com a participação de 300 mil pessoas. É mais uma oportunidade aos jovens universitários. Para a próxima competição são esperadas mais de 300 inscrições, que podem ser feitas no site www.globalchallenge.com.br até o dia 15 de dezembro. A China, nos últimos 5 anos, ganhou 4 finais internacionais. Dedicação, persistência, criatividade e aptidão contam muito para o sucesso, características que vêm demonstrando os chineses.

Um outro setor que vem chamando a atenção é o mercado de artigos de luxo, onde se trabalha com emoções. O mercado de luxo tem crescido e se mostrado vantajoso para muitas marcas. Pede uma formação mais específica, como cuidar dos lucros, dos investimentos e da parte financeira, da análise de comportamentos de consumo e novos mercados. É um setor novo, mas que vem mostrando uma tendência importante de mercado, o que levou à criação do primeiro curso de MBA em Gestão de Luxo de Toda a América, realizado em São Paulo pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Procura-se dar ao mercado de luxo um caráter mais profissional, com passos diferenciados na área de capacitação, elevando o nível de gestão.

A sigla MBA, em inglês, significa mestre em administração de negócios. O MBA, em gestão de luxo, procura desenvolver caráter de luxo, com um tratamento onde profissionais trabalham com artigos de luxo em um nível de cobrança bem maior. É importante na área de marketing, dá instrumentos estratégicos para conhecer o perfil de desejo dos consumidores, com detalhes que podem ser aplicados em diversas classes de marcas e serviço.

O MBA da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paul (FIA-USP) tem seu foco centrado em varejo Tem programas de extensão em varejo de luxo em Nova York, nos Estados Unidos. Discussões sobre o que se vê e troca de experiências entre setores que não são do segmento trazem enriquecimento a todas as áreas.

Trabalhar no segmento de luxo requer o mesmo preparo e esforço dos executivos que atuam nos setores financeiros e enfrentam, contudo, um nível de cobrança bem maior. É um mercado que exige um bom preparo de gestão e uma predisposição pessoal de entender uma área  em que se trabalha com emoção. É movida a emoções, desejos, sonhos. No luxo, o preço resulta de vários itens, como força de marca, atendimento aprimorado e tradição. Geralmente, não se trabalha o produto em si, mas a sua imagem. O mercado de luxo conta com clientes que vão em busca de algo prazeroso, que envolva encantamento para um momento especial. Se fosse contar com clientes que comprassem realmente o que precisam, muitas marcas não sobreviveriam. Há todo um aspecto dirigido, um aparato, uma atmosfera, criados por funcionários preparados, com traquejo, vocabulário adequado, fornecendo ao cliente um clima de sonhos.

Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em novembro/2004)