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A COMPETITIVIDADE DOS MERCADOS GLOBAIS

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Izabel Sadalla Grispino *

A sociedade, líderes empresariais, começam a se preocupar seriamente com a educação no Brasil. Buscam se comprometer com ações concretas para melhorar o ensino, especialmente em língua materna e matemática. Procuram criar para o problema da educação um envolvimento nacional, num desafio extraordinário.

Os efeitos negativos da ineficiente educação são notados na falta de qualidade da área da saúde, da segurança pública e da economia, hoje cada vez mais dependente da expansão tecnológica e do acesso às informações especializadas.

É preciso que a sociedade acredite no poder transformador da educação. Ela só não avança porque não está sendo tratada adequadamente. Não se está produzindo um choque de qualidade na educação, na requalificação dos docentes, na recuperação do seu respeito na escola e na sociedade. A sociedade tem pouco apreço pelo professor, não o vê como uma pessoa importante, o que afeta sua auto-estima.

A grande massa de alunos só pode contar com o debilitado ensino público, onde recebe poucas atividades que o desafiam intelectualmente, onde o seu desempenho é reduzido pela pouca produção que realiza cotidianamente.

Como os alunos, egressos do precário ensino médio público, provenientes de famílias pouco escolarizadas, estudando à noite e trabalhando de dia, irão adquirir os relevantes conhecimentos, se não forem atendidos por professores capazes de se inserir na problemática existencial desses alunos? Por professores compromissados com a realidade do aluno, abraçando a causa na sua educação?

Os alunos do ensino infantil e fundamental, nessa falta de capacitação profissional, estão recebendo um conteúdo interdisciplinar de forma adequada às diferentes fases do desenvolvimento humano? Desde 1971, o ensino é obrigatório dos 7 aos 14 anos, mas, a sua decadência se acentua a cada década, chegando em 2005 – dados da Prova Brasil – a registrar que os alunos da 8.ª série têm nível que deveriam ter atingido na 4.ª série. Nesta série, o aluno compreende apenas textos curtos e faz contas simples.

Necessário se faz alargar o horizonte cultural dos educadores, aprofundar seu domínio dos conteúdos, desenvolvendo um currículo capaz de atingir o raciocínio, a criticidade do estudante. Estão os professores capacitados a desenvolver nos alunos habilidades e competências ou simplesmente transmitem, como no passado, o conteúdo das disciplinas?

No último relatório – set. 2006 – do Banco Mundial sobre a importância da educação no desenvolvimento da economia, o Brasil, de todos os países analisados, entre eles a China, a Índia, o México e a Rússia, teve, no seu sistema de ensino, a pior avaliação. Nossos estudantes se transformam em profissionais despreparados, responsáveis pela perda de competitividade do País, na disputa dos mercados globais.

Esse relatório é um estudo comparativo sobre as condições dos países emergentes, em matéria de educação básica e nível de escolaridade, de mão-de-obra, para se inserir na sociedade de conhecimento. As conclusões do relatório são preocupantes, registrando que “por causa das deficiências do sistema de ensino, o Brasil vem ficando para trás na corrida da competência técnica e científica com países como a China, Índia, Cingapura, Rússia e, principalmente, coréia do Sul, hoje uma referência internacional em excelência de ensino”.

* Supervisora de ensino aposentada.

(Publicado em outubro de 2006)