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Artigos Educacionais

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A QUANTAS ANDA O VESTIBULAR?

Izabel Sadalla Grispino *

O vestibular tem sido questionado ao longo de sua existência. Já passou por várias modificações e, na presente data, a Fuvest – o maior vestibular do País – acaba com as questões divididas por disciplina. Quer medir os conhecimentos gerais do aluno.

O vestibular vem se aproximando do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),  uma prova nacional, gratuita, anual, interdisciplinar, realizada pelo Ministério da Educação, aos alunos do 3.º ano, em que cobra habilidades e competências e não conteúdo.

Além do fator psicológico que envolve o aluno, deixando-o ansioso, tendo que resolver seu futuro por uma única prova, o vestibular é focado no conhecimento acumulado, sem chances de avaliar as capacidades e o potencial do aluno. Ainda, pelo vestibular, o estudante tem que definir sua carreira, numa escolha, muitas vezes, feita sem convicção, pela inexperiência, pela falta de maturidade em virtude da pouca idade. O estudante abraça um caminho que posteriormente venha desistir.

Algumas universidades já oferecem alternativa ao vestibular. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, foi a pioneira em aplicar um vestibular seriado, com avaliações feitas ao longo dos três anos do ensino médio. A própria Fuvest admite a possibilidade de criar vestibular seriado, onde o aluno escolheria entre as três avaliações feitas durante o ensino médio e o vestibular tradicional.

Recentemente, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) ponderou ser este ano de 2006 o último a realizar vestibular nos moldes habituais. Quer uma outra forma de seleção de seus alunos. O pensamento corrente é usar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mudanças na estrutura do curso de graduação estão sendo estudadas pela universidade, apresentadas em um novo projeto. Haverá a criação de um ciclo básico de três anos, igual para todos os alunos, independentemente de carreira pretendida. O aluno terá liberdade para escolher as disciplinas de todas as áreas, permitindo uma abertura maior entre elas.

Dessa maneira, o aluno não ficará limitado às suas áreas, desconhecendo as demais. Os cursos ficarão mais longos. Após o ciclo básico, o aluno escolherá o seu curso, que será de mais três anos. Contudo, será admitido ao curso pretendido o aluno que tiver acumulado uma boa nota ao longo do ciclo básico. Os alunos, que não obtiveram notas suficientes para começar os cursos específicos, terão um diploma de bacharelado pelos três anos cursados.

Esse modelo de universidade já havia sido proposto pelo grande educador Anísio Teixeira, para a Universidade de Brasília (UnB), que por razões políticas não fora aceito. Nos EUA e em países da Europa, o sistema é parecido. A Universidade Federal do ABC, em Santo André, recentemente inaugurada, aplica sistema semelhante.

Esse modelo de universidade ganhou os meios educacionais. Foi bem recebido, bastante discutido. O ponto central recai sobre o projeto pedagógico dos três anos do ciclo básico. Deve ser bem equilibrado, conectado com as diversas áreas, apresentar um currículo articulado, interligado, sendo, ao mesmo tempo, específico e generalista.

A escolha das disciplinas, sua dosagem, abrangência e especificidade, é tida como chave para o sucesso desse período de ciclo básico, encaminhando o aluno, com base e visão  suficiente, para uma acertada escolha da profissão.

Supervisora de ensino aposentada.    
(Publicado em outubro/2006)

ENSINO RELIGIOSO

Izabel Sadalla Grispino *

Os caminhos conturbados, que cercam a juventude atual, levam as escolas a pensarem seriamente na abordagem do ensino religioso. Não é o ensino da religião em si, mas do sentido de religiosidade, de educar para o bem, para o amor, no caminho da solidariedade.

Dentro do respeito à diversidade religiosa, sem ferir os princípios constitucionais de liberdade de credo, colocar a presença de Deus na vida da criança é importante.

O ensino religioso já existe na rede estadual do Estado de São Paulo, apenas na 8.ª série, desde 2002. Não tem caráter obrigatório, os alunos, com seus pais, decidem se vão ou não participar das aulas. O conteúdo das aulas não é confessional e trata da história das religiões, dos pontos em comum entre elas e do sentido de tolerância. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, os professores de história, filosofia e ciências sociais estão habilitados para dar a disciplina.

O ensino religioso é previsto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996. O conteúdo da disciplina deve ser oferecido de acordo com as preferências dos alunos ou de seus responsáveis. A LDB permite que as aulas sejam confessionais ou  interconfessionais.

No Estado do Rio de Janeiro, os alunos, desde 2004, no governo de Rosinha Matheus, são separados por credo, para receber ensino religioso. Contratam-se professores para ensinar as doutrinas católica, evangélica, espírita, umbandista e messiânica.

A religião abre um vasto caminho em direção à espiritualidade. Ela alcança a educação da alma, da formação do caráter, dá ao homem a dimensão superior da existência. Embora sejamos dotados de fé católica, não importa a que religião pertencemos, a que Deus nos referimos, o que importa é o senso religioso, que vem carregado de mensagens de amor, de justiça, de humanidade. Esse sentido, em seus atributos, prepara o ser para as virtudes essenciais do viver, estrutura a alma para os embates da vida.

Já aprendíamos com os filósofos gregos de que “a alma de toda cultura é a cultura da própria alma”. É essa cultura que vai engrandecer o ser humano, tornando-o autêntico filho de Deus, Aquele que nos ensina a olhar nossos semelhantes como irmãos. É a cultura da alma que aprofunda e humaniza o olhar da ciência, da literatura, das artes. Ela nos ensina a sermos solidários, a dividir, a somar, nunca subtrair.

É muito importante passar esses conceitos às crianças. Guardamos, no percurso da existência, o fervor religioso adquirido na infância. Nessa fase, uma vez plantadas as raízes dos bons sentimentos, da devoção a Deus, elas crescem com o organismo, se firmam e dificilmente serão abaladas.

A religião conforta-nos nos momentos de dor e nos momentos alegres, dá-nos a tranqüilidade do bom caminho. Enriquecemo-nos com seus ensinamentos, ganhamos em aceitação, em encaixe real da existência: As rosas é que são belas / Os espinhos é que picam / Mas, são as rosas que caem / São os espinhos que ficam.

Independentemente das teorias religiosas ou anti-religiosas existentes, são as luzes da alma que conduzem o ser às realizações positivas e essas luzes, seguramente, não são fruto da matéria. Essas luzes são dos nossos sentimentos, do nosso espírito, da parte inatingível do nosso ser, do nosso psiquismo, da nossa conduta e não carece de método experimental, de comprovação científica, para assegurar a sua existência.

A conscientização da educação religiosa deve partir da escola e chegar à sociedade.  O  ser  sem fé é um ser amargo, ressequido, árvore que não floresce, que se quebranta, aos poucos, antes de morrer. A própria razão nos conduz à fé, nos ensina que precisamos dela para viver melhor.

O sentimento de religiosidade é sustentação, é conforto na estrada íngreme da existência. Ele é a certeza do bom caminho que trilhará o indivíduo.

* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em agosto/2006)

EDUCAÇÃO INFANTIL

Izabel  Sadalla Grispino *

As recentes descobertas sobre a formação do cérebro humano provocaram uma revolução nas pesquisas sobre o processo de aprendizado. Influenciaram e modificaram toda a estrutura de ensino dessa faixa de atendimento infantil. Abriram novas perspectivas para o desenvolvimento intelectual e emocional da criança e levaram à reformulação do currículo das escolas infantis. O neurobiologista Harry Chugami, da Universidade de Michigan, adverte: “O currículo das escolas tradicionais está fora de sincronia com as teorias modernas sobre aprendizado infantil, porque subestima a capacidade das crianças. A pré-escola desperdiça o potencial infantil de aprendizagem, porque exige pouco, e mantém baixas as expectativas sobre o que as crianças são capazes de entender”.

As descobertas provocaram mudança de mentalidade e passou-se a diminuir a idade em que a criança começa ir à escola. Descobriu-se que o melhor período para desenvolver o potencial da criança é de zero a 3 anos; o melhor período de aprendizagem ocorre dos 2 aos 10 anos. Ao entrar na pré-escola, metade do processo de desenvolvimento do cérebro da criança já está concluído. Há duas décadas atrás, o cérebro de uma criança de 5 anos era visto como uma fita semivirgem, que registrava tudo que fosse ensinado pelos professores.

Acreditava-se de que até os 6 anos a criança deveria apenas brincar, quando, hoje, sabemos que a estimulação precoce altera a maneira e o grau de aprendizagem infantil. Brincar é importante, é o laboratório natural da afetividade, da sociabilidade, da ética e serve de suporte para uma adequada estimulação. Limitar experiências na pré-escola é desperdiçar o melhor período de aprendizagem da criança.

É na interação com o meio em que vive que a criança constrói o conhecimento. Novas metodologias, novas abordagens didático-pedagógicas do conteúdo começam a surgir. Educação infantil amplia conceito de pré-escola e esta passa a assumir papel formal no processo de aprendizagem. O envolvimento com a leitura e a escrita começa muito cedo, desde o maternal, assim como a formação ética e moral.

A denominação pré-escola, embora usada oficialmente, é rejeitada pelo educadores que consideram este período fundamental para o desenvolvimento intelectual da criança; desenvolvimento que se dá através de estímulos táteis, visuais e auditivos, aproveitando todo o potencial da criança.

Hoje, sabemos da importância de trabalhar conceito e não conteúdo. Pelo conteúdo, a criança vai memorizar o conhecimento; pelo conceito, vai incorporá-lo. “Em vez de memorizar tabelas de multiplicação, crianças de até 4 anos devem estar “brincando” com conceitos de matemática e lógica. O importante é que as crianças entendam o conceito cedo. As fórmulas ficam para mais tarde”, diz o pedagogo Sam Houston, encarregado de reformular o currículo das escolas primárias da Carolina do Norte, nos EUA.

Crianças de até 8 anos devem ficar sentadas o mínimo possível, porque elas aprendem por experiência, na prática, vivendo o que está sendo ensinado, permitindo ao cérebro relacionar os fatos.

Os anos 90 estão sendo conhecidos como a “década da pesquisa cerebral”, devido às inúmeras descobertas sobre o desenvolvimento do cérebro. Aparelhos que captam imagens do interior do corpo humano em funcionamento, os “scanners”, trouxeram, entre muitas outras, duas descobertas importantes: a) o cérebro usa o mundo exterior para se moldar; b) existem períodos críticos em que as células cerebrais – os neurônios – precisam de determinados estímulos para desenvolver habilidades como visão, coordenação motora ou linguagem. Esses períodos passaram a chamar-se “janelas de oportunidade” e vão do nascimento até por volta de 12 anos de idade. Até o início da década de 80, só era possível estudar o cérebro de pessoas mortas.

Não se sabe com precisão em que idade as “janelas de oportunidade” se fecham, mas os cientistas são unânimes em afirmar que a maior parte delas se abre nos primeiros meses de vida. Descobriu-se que as “janelas de oportunidade” – período em que se formam as conexões entre os neurônios – para aprender, por exemplo, um segundo idioma só se fecham aos 6 anos e o período ideal para aprender música começa aos 3 e vai até os 10 anos. Crianças de 5 anos, se corretamente estimuladas, conseguem entender conceitos matemáticos, como volume e densidade, falar mais de um idioma, tocar instrumentos e chegar a ler partituras.

Os cientistas colocam dois fatores determinantes na interação da formação do cérebro infantil: genes e ambiente. Os genes são responsáveis pela estrutura do cérebro e o ambiente, pelo seu funcionamento. As experiências vividas pelo bebê, do nascimento aos 6 anos, determinam seu futuro emocional e intelectual. A outra parte desse futuro é determinada pela carga genética herdada dos pais.

A ciência mais uma vez dando o seu recado, integrando o processo psico-pedagógico da aprendizagem.

* Supervisora de ensino aposentada.         
(Publicado em maio/2000)

A ESCOLA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA

Izabel Sadalla Grispino *

Nos primeiros anos de vida da criança, a estimulação é fundamental. É quando o cérebro desenvolve os sentidos, a linguagem, os movimentos e as emoções.

Na educação infantil, leva-se a criança a fazer uso de seus cinco sentidos, para chegar ao conhecimento. Utiliza-se do tato (do tocar), do ver, do cheirar (olfato), do paladar, do ouvir. A estimulação precoce torna mais fácil à criança plantar as raízes do saber.

Importante entender que a aprendizagem não se dá apenas pelo intelecto, mas, também, pela emoção; não apenas pelo que a criança vê ou lê, mas, sobretudo, pela experimentação. A vivência de situações oferece melhores resultados. Interligando as áreas do saber, o conhecimento surge mais natural, mais abrangente, facilitando a interação do estudante com o ambiente, com os professores, com os colegas.

Importante entender que não se ensina mais por aulas avulsas, independentes, mas pela montagem de projetos, que envolvem todas as matérias, numa metodologia interdisciplinar. Os alunos participam das decisões sobre os projetos, neles atuam ativa e criativamente. Atuam com responsabilidade de aluno e de cidadão.

Nos projetos, os pais dos alunos são ouvidos, são parceiros nas suas realizações, dando mais autenticidade a eles e à história de vida do aluno, beneficiando, desse modo, as salas de aula.

No ensino fundamental, pais e professores deparam-se com a difícil fase da adolescência. Dos 12 aos 14 anos, os adolescentes têm mais dificuldades em aceitar padrões de comportamentos. A adolescência é uma fase em que o indivíduo não é adulto, nem criança; é uma fase em que ele busca sua identidade e testa limites; uma fase de passagem da experiência familiar para a pessoal. Surgem, nesse período, simultaneamente, o desconforto e o prazer das próprias escolhas.

As angústias, os conflitos existenciais, a resistência em aceitar a autoridade dos mais velhos, achando-se sempre os certos, o restante errado, poderão diminuir e desaparecer na fase em que estão freqüentando o ensino médio. Nesse período, as habilidades relacionadas com a capacidade de interagir com outras pessoas começam a melhorar sensivelmente.

A adolescência caracteriza-se pela transição entre a infância e a vida adulta. Esse ciclo da vida pressupõe uma caminhada ao amadurecimento, ao conhecimento de si próprio e dos outros, da afirmação da identidade e da autonomia.

Não é um período de um comportamento propriamente autônomo, mas de construção da autonomia. Um período em que o adolescente precisa ser responsabilizado pelas suas ações, pelas escolhas e pelas conseqüências que delas possam advir.

Pais e professores devem entender a importância de dosar as exigências: se a tensão for grande, arrebenta-se a linha divisória; se for frouxa, corre-se o risco de perder a estabilidade desejada. O papel educativo manda que não se deixe o adolescente solto, sem limites ou sem orientação, imaginando-o capaz de decidir tudo por si mesmo.

Há ocasiões em que se deve tomar as rédeas para conduzi-lo a uma reflexão de equilíbrio. A adolescência é uma fase que oscila entre o “não” e o “sim”, feitos sempre com diálogo e explicações. No “não”, é preciso que fique claro, para o adolescente, que não se trata de uma condição infantil, fazendo-o perceber a complexidade e os desdobramentos da situação em questão.

Pais e professores têm a difícil tarefa de dosar as situações, puxando e soltando as rédeas, até o momento em que o adolescente se sinta capaz de gerenciar as problemáticas escolhas e assumi-las com responsabilidade e perspectivas de sucesso.

Há estudos sugerindo que o desenvolvimento cerebral afeta a compreensão dos adolescentes, no referente às emoções e às relações sociais. Uma pesquisa feita pela University College London e pelo Institute of Child Health, ambos na Grã-Bretanha, revela que a capacidade de meninos e meninas de decodificar indícios sociais diminui entre os 12 e os 14 anos. Isso acontece por uma função do desenvolvimento do cérebro nesse período. Conclui a pesquisa que é um fenômeno de base biológica, do qual, felizmente, os adolescentes se recuperam em torno dos 16 ou 17 anos.

Um dos pilares da boa educação, do sucesso de crianças e jovens na escola, é a formação do professor. Nesse mundo de mudanças rápidas, de descobertas, cada vez mais aprimoradas do funcionamento do cérebro humano, é imperioso que o professor reveja a educação, avalie as novas informações, criando uma pedagogia transformadora, a serviço do aluno e da sociedade.

SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

Izabel Sadalla Grispino *

A educação, a boa educação, é o elemento primordial para se viver e se atuar na atual sociedade. O conhecimento tornou-se a mola-mestra do progresso, condição sine qua non para uma boa colocação profissional.

Essa sociedade exige que a criança seja não apenas educada, mas bem educada, o aluno capaz de pensar, de analisar, de criticar, de interferir na realidade circundante.

O desenvolvimento das habilidades e das capacidades intelectuais passou a ser o foco da educação, sendo o ensino ministrado através de projetos, onde o aluno, elemento ativo do processo de construção do conhecimento, é o centro de todas as atenções, de todas as atividades desenvolvidas.

A era do conhecimento chegou e a escola precisa ensinar esse aluno a buscar o saber, a aprender a aprender, a ter iniciativa, a desbravar a floresta. Para tanto, é preciso que ele tenha autonomia na aprendizagem, armas psicológicas, embasamento científico-cultural e que avance no terreno educacional e social com critério e lucidez. A função educativa da escola se fortaleceu, fortalecendo o conhecimento do aluno.

Um outro fator, que chama atenção da época atual é o domínio de línguas, da língua nacional e de línguas estrangeiras. Para se colocar na sociedade globalizada, o indivíduo precisa dominar, no mínimo, duas línguas. Se antigamente o francês foi o alvo, hoje é o inglês.

Com a chegada do Mercosul, bloco comercial da união dos países da América Latina, a esperança de trabalho, de empregos, suscitou a importância do estudo do espanhol. Hoje, embora o Mercosul não tenha alcançado o vôo que se sonhava é ainda esperança, se não tanto de trabalho, mas de encontro de idéias de nossos irmãos patrícios, de sua rica cultura, seus costumes e tradições que se colocam ao nosso alcance e nos fazem entender melhor a nossa realidade, a nossa terra.

O entusiasmo pelo estudo da língua espanhola tomou conta da nação brasileira. Muitas escolas já ensinam o espanhol e o que se pretende é torná-lo obrigatório em todo território nacional. O espanhol é, talvez, depois do inglês, a língua mais estudada no mundo todo.

Tenho em minhas mãos um livro de histórias, “Vagalumes da Infância”, de Ledercy Gigante de Oliveira, trazendo, em si, a idéia original de escrever as histórias em português e, na segunda metade do livro, colocá-las em espanhol. São histórias curtas, ligeiras, conforme recomenda a boa didática, que mexem com a imaginação, com o devaneio.

Pelo título, aliás sugestivo, supõe-se que são lembranças suas do passado, reminiscências da infância, se bem que em alguns contos o passado traz lances do presente.

O pensamento voa solto. Alguns contos apresentam um fino humor e certos detalhes, que permitem visualizar a cena descrita. São textos bem montados, bem escritos, com propriedade de linguagem, com a surpresa da apresentação, de uma obra bilíngüe. Seu estilo leve convida à leitura continuada.

Personalidade vibrante, alma irrequieta, Ledercy passeia pela vasta área pedagógica, deixando heranças diversificadas, lições de aprendizagem. Foi minha colega de supervisão e quem trabalhou com ela sabe da seriedade com que enfrenta tudo que faz.

Além de despertar o gosto pela leitura, “Vagalumes da Infância” tem o mérito de incentivar, de atrair o aluno para o estudo da língua espanhola. Passa-se de uma língua a outra, com a facilidade do suporte da língua-mãe.

Ledercy tem faro profissional, traço que faz o diferencial nas realizações de sucesso. Esse traço, apresentando contos bilíngües, trará ressonância, no momento atual da educação.

*Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em fevereiro/2007)

ENSINO INFANTIL E RENDA

Izabel Sadalla Grispino *

A época, através de organizações como a ONU, de Fundações, como a Abrinq, vem, constantemente, demonstrando as vantagens de se cursar o ensino infantil. Vem apelando, aos órgãos governamentais, a implementação de uma educação infantil universal, a mesma prioridade dada aos demais graus de ensino.

Buscando conscientizar sobre os benefícios dessa educação e sobre os problemas que sua ausência acarreta, a Fundação Abrinq, pelos Direitos da Criança, passa a lançar uma campanha nacional, pela valorização da educação infantil.

Ampliar o acesso e receber atendimento de qualidade são preocupações que atingem crianças de zero a 6 anos. É na fase dos 3 anos que a criança começa aprender a aprender o mundo ao seu redor. 90% das conexões cerebrais se formam até os 3 anos, significando o desenvolvimento do pensamento simbólico, a memória, a racionalidade e controle dos impulsos mais primitivos.

Essas conexões não são resultantes apenas da genética, mas, também, da interação com o ambiente, com a família, com os educadores. Aos 6 ou 7 anos, a criança já passou por esse período, sumamente importante à sua formação.

Segundo dados do Inep, órgão do Ministério da Educação, atualmente, maio de 2007, 7,2 milhões de crianças de até 6 anos estão matriculadas em escolas particulares e públicas no País. Desse total, 5,2 milhões estão na educação infantil, que engloba a fase de 4 a 6 anos e deve começar a preparar a criança para a alfabetização. Isso significa, pelos dados do IBGE, que só 13% das crianças brasileiras têm acesso à creche. Na faixa de 4 a 6 anos, o índice fica em torno de 70%;

Os ganhos adquiridos pela criança, que freqüentou a pré-escola, vão garantir uma seqüência de estudos com mais facilidade, mais proveito. Estudos mostram a real influência da educação infantil no desempenho do aluno.

Uma pesquisa inédita, realizada em maio de 2007, feita pelo Ibemec São Paulo e pela Tendências Consultoria, mostra que esses alunos têm notas mais altas nos exames nacionais, maior probabilidade de concluir o ensino médio e entrar numa faculdade. A pesquisa revela que as pessoas, com idade entre 21 e 65 anos, que freqüentaram a pré-escola, têm maior escolaridade do que aquelas que começaram a estudar somente a partir da 1.ª série do ensino fundamental.

A freqüência à pré-escola permite um aumento de 4% na conclusão da 4.ª série, 18%, na 8.ª série, 23%, no ensino médio e 5%, na faculdade, totalizando 1,5 ano no estudo a mais do que quem ingressou na escola na 1.ª série. O impacto da creche, com alunos até 3 anos de idade, é maior na conclusão do nível superior, mas faz pouca diferença no nível profissional.

Essa pesquisa é inédita no sentido de revelar a renda maior que o ensino infantil gera. Quem fez o ensino infantil, ou começou a estudar entre os 4 e 6 anos de idade, tem, em média, renda 27% maior do que quem entrou, na escola, apenas aos 7 anos. A pesquisa consegue mostrar, numericamente, a importância e influência futura do ingresso no ensino infantil.

Comprovadamente, a pré-escola traz benefícios significativos às pessoas, quer sobre o crescimento intelectual, quer sobre o impacto do salário. Estes fatores são fortes indicadores da prioridade a ser dada ao ensino infantil, tornando-o universal.

* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em julho/2007)

FRATERNIDADE E EDUCAÇÃO

Izabel Sadalla Grispino *

Relendo o texto “Fraternidade e Educação”, lançado pela Igreja católica, na Campanha da Fraternidade, há três anos, voltei à riqueza da informação, sua atualidade e interação. Comento-o, parcialmente, aos prezados leitores, que podem tomar conhecimento do texto-base, através das livrarias Paulinas, Vozes ou Loyola.

Há 38 anos, a Igreja católica, no seu ideal de fraternidade, criou, a cada quaresma, a Campanha da Fraternidade. Desde então, todo ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) oferece, no período da quaresma, uma questão problemática da atualidade à reflexão e à ação dos católicos.

No período da quaresma de 1998, a Igreja selecionou, para a Campanha da Fraternidade,  o tema “Fraternidade e Educação”. O desgastado diagnóstico da falência do ensino público, as revelações estatísticas da miséria e seu aliado, o analfabetismo, inspiraram o lema da campanha, cujo enunciado traduz, por si só, o conteúdo nele contido: “Educação a serviço da vida e da esperança”.

O então presidente da CNBB, cardeal-arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Lucas Moreira Neves, disse: “Nossos legisladores e governantes, no âmbito nacional, estadual e municipal, são os primeiros a reconhecer que o item educação constitui uma inveterada e, até agora, incurável ferida no flanco desta nação”.

Essa campanha move-nos pela visão abrangente, realista que traz da educação, pelos aspectos complementares que situa para a educação escolar. Seguindo a linha humanitária do educador, que honra sobremaneira nossa terra, Paulo Freire, a Igreja clama por uma educação alicerçada no amor, na consciência social, na justiça, na verdade. Clama por uma educação que espalhe a sementeira pródiga das virtudes essenciais do Homem, as únicas capazes de levá-lo à plenitude de suas realizações. Promove um verdadeiro processo de construção coletiva na área humana e social. Chama a atenção para os oprimidos, para os marginalizados e para o grande número de analfabetos.

Alerta-nos para o fato de estarmos juntos, buscarmos juntos respostas amenizadoras da desigualdade social. A situação presente e as perspectivas para o futuro devem merecer a preocupação de todos. Preocupação que deve viger pelo tempo que perdurar a dolorosa “via crucis” que percorre o analfabeto brasileiro.

A Campanha da Fraternidade coloca-nos num questionar filosófico, no qual as respostas nunca são fechadas, acabadas, mas respostas que abrem alternativas de soluções. Respostas a questões, por exemplo, de como auxiliar crianças e jovens a encontrar significado na educação, na família, no mundo, de como podemos contribuir para a formação de uma cidadania ética e responsável no contexto em que se vive?

A doutrina social da Igreja sempre se baseou na filosofia da solidariedade, a serviço do agir. Não quer se limitar a “uma atitude de simples observadora ou fiscal da realidade nacional”. Quer uma filosofia em função do agir: “O agir requer o engajamento pessoal e organização de forças coletivas”. Essa filosofia prioriza o ser humano, toma o termo educar no seu sentido etimológico: o verbo e-ducere, que quer dizer tirar do indivíduo a pessoa humana que está dentro de si, em latência. O educador deve trabalhar a criança não apenas de fora para dentro, quando, pelo conhecimento, ele vai polir uma pedra bruta, mas, especialmente, de dentro para fora, quando, pelo desenvolvimento do senso religioso, ele vai sedimentar a cultura da alma.

A filosofia da educação, abraçada pela Igreja, quer a educação formal, sistemática, ministrada na escola em seus diversos graus, caminhando lado a lado com a educação informal, recebida, de maneira assistemática, na família, na Igreja, no convívio social. A Igreja, em sua metodologia avançada, vê na educação informal o grande veículo do desenvolvimento das faculdades formadoras do caráter, da virtude. Essas características, por sua vez, irão formar a consciência, moral e religiosa, do indivíduo.

A Igreja não subestima a educação institucionalmente organizada; valoriza-a, sabe ser ela importante para a humanidade, para se chegar a um estágio superior do conhecimento, ultrapassando as barreiras do nefasto analfabetismo. Essa educação é, sem dúvida, a grande coadjuvante da eliminação da pobreza e o grande suporte à realização profissional. Nesse sentido, a Igreja católica luta por uma educação democrática, universal, gratuita, de boa qualidade, conforme reza a Constituição. Luta por uma democracia que venha de encontro à cidadania; uma democracia capaz de cumprir as finalidades para as quais foi instituída, porque, por vezes, sentimos como se existisse democracia para ser servida e não o contrário.

O homem se completa na junção da instrução e da formação. A instrução é de responsabilidade da escola; a formação é, especificamente, responsabilidade da família: “A educação vem do berço”. Porém, em ambas, há uma inter-relação de comunicação e de responsabilidade: a escola, na sua função social, reforça e complementa a formação do educando e a família fornece-lhe, na prática diária, os conhecimentos necessários e úteis à sua ação rotineira.

Um dos pilares de sua conceituação é de que a educação não se restringe à escola; é papel, também da família. Assistir a família, dar-lhe condições de sobrevivência digna, esperançosa de dias melhores é o grande apostolado. Os bispos, conscientes da problemática social, perguntam-se: “Como é possível neste contexto crescente de miséria, insegurança, instabilidade, ausência de pai ou de mãe, garantir aos filhos e às filhas as bases de uma personalidade equilibrada e segura, de uma educação adequada e os horizontes de uma vida digna, participativa e de esperança?”

DA NECESSIDADE DE UNIÃO DE FORÇAS – A doutrina da Igreja incentiva o diálogo permanente com a sociedade, promove o encontro dos diversos setores de atuação que têm, até, acepções diferentes, mas, enriquecedoras de uma mesma realidade. “Igrejas, comunidades, movimentos sociais, ONGs, associações, sindicatos, partidos políticos, exercem uma ação educativa na medida que (...) as pessoas têm voz, aprendem a participar, a relacionar-se com os outros, a valorizar o trabalho em comum, a procurar a cidadania...”

O documento da Campanha da Fraternidade apresenta um trabalho primoroso de levantamento estatístico: nível de escolaridade de crianças e jovens, analfabetismo, com uma descrição singular sobre o novo perfil dos analfabetos funcionais, investimentos na educação, salário dos professores e outros.

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em novembro/2000)

A CORRUPÇÃO EMPOBRECE O PAÍS

Izabel Sadalla Grispino *

Até quando viveremos sob o impacto da corrupção? Até quando este nosso Brasil ficará emperrado, sem conseguir alçar vôos? O Brasil é um País empobrecido pela corrupção. Uma terra privilegiada como a nossa, com seus invejáveis recursos naturais, está sempre pendente, sempre pendurada, arcada em dívidas, ajoelhada ao FMI. O que se constata no País é uma corrupção impregnada nos hábitos da sociedade. Constata-se a existência de grupos que passam de um governo a outro e se firmam pela impunidade. A cultura da corrupção é histórica entre nós e só um trabalho prolongado de conscientização, de estímulo à ética, aos valores morais, e desde a fase da educação infantil, poderá trazer a esperança de enfraquecê-la.

O nosso ensino não consegue avançar. Países do primeiro mundo mostram um nível educacional invejável, um avançado amadurecimento do povo sobre a importância da educação, visto como pilar do desenvolvimento humano. Uma inscrição esculpida em mármore na entrada da Biblioteca Pública de Boston, nos Estados Unidos, diz: “A comunidade exige educação como salvaguarda da ordem e da liberdade”.

O povo exigindo educação! Aqui no Brasil, precisamos ainda trabalhar muito, anos e anos, para que o povo chegue a esse entendimento, à importância da educação na vida da nação. Quando isso acontecer, o Brasil deixará de ser País de terceiro mundo, nível de País em desenvolvimento, para se tornar País de primeiro mundo, País desenvolvido. Educação está na base de toda transformação social.

Um grande escritor brasileiro, Monteiro Lobato, segundo minha memória, disse: “Um país se faz de livros e de homens”. Observemos a ordem das palavras na frase: primeiro, livros; depois, homens. Primeiro o conhecimento, a cultura, estruturando o homem, ilustrando-o para o exercício da função. Ainda nessa linha de pensamento, lembro o grande estadista norte americano Abraham Lincoln, que dizia: “Ninguém salva o povo, o povo salva a si mesmo através da educação” e a educação foi a grande prioridade de seu governo.

No nosso Brasil, a educação continua num marasmo. A pesquisa da Unesco, Ensino Médio: Múltiplas Vozes, realizada em 13 capitais, entrevistando 7 mil professores e mais de 50 mil alunos da rede pública e particular, revelou o alto grau de insatisfação dos estudantes com que aprendem nas escolas.

Nossas escolas têm condições de melhorar aquilo que ensina? Têm condições de oferecer aulas com qualidade, para aumentar o interesse dos alunos? Professores desmotivados, destreinados, pouco capacitados para o exercício do magistério, vão arrastando a situação do mau ensino. O despreparo docente chega ao nível absurdo de levar o MEC a mudar, ainda este ano, o sistema de classificação de livros didáticos. Desde 1985, início do programa governamental de distribuição de material didático, o Ministério fazia recomendações sobre a qualidade dos títulos a serem escolhidos pelos professores das escolas. O critério para classificar o livro didático ia de uma a três estrelas. No ano passado, o MEC passou a usar os conceitos “pouco recomendado”, “recomendado” e “muito recomendado”. Agora, não faz mais avaliações, apenas uma descrição de cada livro. E isso ocorreu devido ao fato de os professores, ultimamente, estarem optando por livros de uma estrela ou os pouco recomendados. Escolhem os piores entre os pré-avaliados pelo MEC.

O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), José Henrique Paim Fernandes, considera a fraca escolha dos professores, a razão de estes livros conterem conteúdos mais fáceis; “Assim, os professores não correriam o risco de não entender ou não saber como lidar com livros supostamente mais sofisticados. Geralmente, escolhem os livros que já conhecem ou que crêem ser mais próximos de sua realidade”.

Se contássemos com professores bem treinados didaticamente, recebendo salários condizentes com sua função, não estaríamos nessa situação. Teríamos um magistério valorizado. Mas, o que ocorre é o contrário, a falta de estímulo leva o professor a se acomodar, a se desinteressar, trazendo desinteresse aos alunos.

Como elevar o padrão de ensino sem um devotamento político leal à causa da educação? O mais freqüente é ver, na mídia, os constantes relatos de graves corrupções. As verbas destinadas ao ensino perdem-se no caminho de sua destinação, conduzidas para fins ilícitos. Em abril p. passado, lemos nos jornais, em letras garrafais, o desvio dos recursos destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Médio e de Valorização do Magistério (Fundef)! O Ministério Público estima que de cada R$ 4,00 só R$ 1,00 é aplicado corretamente! Detectou quadrilhas com ramificações nacionais, especializadas em falsificar planilhas de gastos e forjar prestações de contas. A Controladoria Geral da União deparou com um verdadeiro esquema de fraude documental e irregularidade freqüente no registro de estudantes fantasmas. No ano passado, auditoria do MEC constatou a existência de 280 mil matrículas irregulares de 1.ª a 8.ª  séries.

Antes do Fundef, as reclamações de compras eram freqüentes. Surgiu o Fundef justamente para corrigir os casos de corrupção. 60% do Fundef estão vinculados ao pagamento de professores; o restante vem sofrendo desvios abomináveis. O dinheiro do Fundef é depositado em uma conta do Banco do Brasil e seu extrato pode ser acessado por vereadores e membros do conselho de fiscalização dos municípios.

Deputados da Comissão de Educação da Câmara querem mudar a forma de escolha e a composição dos conselhos municipais de acompanhamento do Fundef. Defendem projeto que impede que familiares dos prefeitos e secretários municipais integrem os conselhos, além de estabelecer eleições para a definição dos membros e a inclusão de um representante dos alunos. O representante dos pais também não poderá ser servidor municipal, nem prestador de serviços da prefeitura.

Hoje, fala-se em mobilização dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário --, reforçando a luta do Estado contra a corrupção, tentando fazer com que o Estado, que tem o leme nas mãos, possa dirigir esse barco, encharcado de corrupção, com mais firmeza.

Será esse o caminho? Poderá até ajudar, mas a corrupção está tão enraizada no seio do povo que ela sempre encontrará um jeito de burlar as determinações legais.

Só um trabalho sério de educação poderá tentar reverter tal situação.

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em junho/2004)

A GESTÃO ESCOLAR

Izabel Sadalla Grispino *

A gestão escolar vem, cada vez mais, se ressaltando dentro da organização da escola. A qualidade da gestão tem respondido pelo bom desempenho dos alunos.

Economistas de renome, como Naércio Menezes Filho, da USP e do Ibmec, cruzando os dados dos resultados do último exame do Sistema Nacional da Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da Prova Brasil, constataram que alunos tiveram o mesmo desempenho, apesar da expressiva diferença na quantidade de recursos destinados ao setor educacional entre os municípios analisados.

Muitos municípios, por terem uma gestão eficiente, mesmo gastando pouco, obtiveram mais retorno no investimento dado à educação que municípios que gastaram mais, tendo, porém, escolas mal geridas. Conclui-se, assim, que o desempenho escolar não é determinado apenas pelo orçamento, mas, principalmente, pela eficiência na administração das escolas. Conclui-se da necessidade de uma profissionalização da gestão, com cobranças de resultados. De um gerenciamento, que acompanhe e monitore o processo educacional, levando à elaboração, pela unidade escolar, de projetos que definam o que os alunos devem aprender.

Pesquisadores educacionais pronunciam-se por uma definitiva profissionalização na gestão escolar para se chegar a uma necessária revolução da educação Querem passar, entre os educadores, a idéia de que a educação é um serviço e que seus representantes devem prestar contas de seus resultados.

Reforçam o conceito de que um dos graves problemas da educação é a falta de gestão. Com isso, chamam a atenção da gestão escolar obtida na base da meritocracia e nunca pela indicação de partidos políticos, de lideranças comunitárias, ou de sindicatos, como acontece em muitos municípios.

A função de gestar deve recair, necessariamente, em profissionais capacitados. A qualidade da gestão escolar tem sido responsável pela melhora na apresentação de projetos escolares, na elaboração de plano de metas.

Uma gestão compartilhada entre escolas e secretarias de educação é capaz de refletir mudanças significativas no resultado da educação. Cada escola, dentro de sua autonomia, elabora seu projeto, definindo o que os alunos devem aprender. Não se trata mais de conduzir o ensino, seguindo apenas o livro didático e ensinar o que o professor acha que deve ser ensinado. É apoiar-se na necessidade do grupo-classe e conduzir a aprendizagem estabelecendo metas e ações.

Toda mudança na escola deve vir acompanhada de opiniões dos pais dos alunos, deve, com eles, ser discutida e concluída. A importância da participação da comunidade, na definição dos rumos da escola, é um aspecto bastante considerado na moderna gestão escolar. Outros aspectos, como o uso racional dos recursos e a melhora no desempenho do aluno, fazem parte de um plano, onde entram conselhos gestores das escolas.

Tenta-se, por diversos caminhos, desvendar o fracasso do sistema educacional, na mira de mudanças.

* Supervisora de ensino aposentada.
(Publicado em maio/2007)

CAMINHOS CONSTRUTIVISTAS NA APRENDIZAGEM

Izabel Sadalla Grispino *

As escolas partem para semear transformações na educação. Os alunos trabalham em projetos que eles criam  e desenvolvem, nos quais empregam conhecimentos adquiridos não só na escola como no seu dia-a-dia.

O computador, por exemplo, não se torna apenas uma fonte de dados, mas um instrumento de comunicação entre eles. Os alunos caminham com autonomia na aprendizagem. Discutem determinadas questões e eles próprios decidem o que fazer. Montam um projeto, pesquisam, fazem o acompanhamento e analisam os resultados, sempre sob a orientação dos professores.

Os professores são treinados para utilizar atividades de ensino construtivistas, que levam o aluno a construir o conhecimento. O filósofo e psicólogo suíço Jean Piaget descobriu que as crianças não pensam como os adultos, têm sua própria ordem e sua própria lógica. A pedagogia tradicional as tornava “recipientes” a serem preenchidos com conhecimento. Elas são, contudo, ativos construtores do conhecimento, tal como fazem os cientistas que criam e testam suas próprias teorias.

O aluno não é um ser passivo e o conhecimento é o resultado da interação entre ele e o mundo. O conhecimento não é cópia, mas resultado de uma construção/elaboração do mundo ou, como dizia Jean Piaget, “assimilação da realidade”.

Construir o conhecimento é aprender, numa estrutura em construção, algo que se quer conhecer. Para haver aprendizagem, não basta a transmissão da informação, por mais competente que ela seja. É o sujeito que, fazendo relações, associando o novo ao já conhecido, vai construindo o conhecimento, segundo a sua estrutura em formação. Novos sentidos serão construídos em cada sujeito, de acordo com os esquemas de compreensão que já adquiriu. Ao longo da vida, o sujeito terá oportunidades diversas de ressignificar o conteúdo de acordo com sua experiência.

No construtivismo dizemos que ser educador é possuir a sabedoria de fazer brotar a sabedoria do outro, fazendo-o tomar posse do verdadeiro saber, saber compreendido, assimilado de dentro para fora. Por isso, educar é ter o poder de ensinar a aprender, é trocar experiências vividas, fazendo surgir novas luzes. O método de ensino adotado pela escola e aplicado pelo professor tem efeito considerável sobre a aprendizagem. Um método distorcido, distanciado da realidade da sala de aula, sem o aprimoramento de seus passos, pode levar o aluno ao fracasso.

A escola deve ajustar-se ao perfil do aluno, às suas características de personalidade, ao seu ritmo de aprendizagem, ajudá-lo em suas buscas. Não deve lhe apresentar um conhecimento pronto, acabado, mas construir com ele o conhecimento, recriar conjuntamente a cultura. Hoje, a escola se distancia da visão culturalista, enciclopedista. Ela aborda a cultura do dia-a-dia, questões de relevância social, de interesse dos alunos, trazendo um conteúdo significativo, um conteúdo contextualizado.

A alfabetização é ponto-chave no processo de aprendizagem. Ela, também, deve partir do estudo da cultura da comunidade do aluno, em que nível lingüístico e cultural ele se encontra, quando chega no 1.º ano do ensino fundamental, e em que nível se quer fazê-lo chegar. A escola, reconhecendo e respeitando o universo de onde veio o aluno, adaptando-se a ele, fará uma adequação do universo cultural que ele trouxe com o universo oferecido por ela, evitando que ele se sinta um estranho no ninho. Dessa maneira, a escola provocará uma ruptura bem menor desses universos. O aluno, aceito em sua maneira de ser, vai percebendo que é possível articular a sua linguagem com a da escola.

Reivindica-se à escola que, a partir de uma cultura popular, ela crie uma consciência de sua necessidade de formar um elo, uma relação de articulação serena, entre o seu universo e o da criança. No momento em que essa articulação se concretizar, a aprendizagem estará garantida. A criança não se sentirá frustrada, olhada como alguém que fala um discurso estranho. Perceberá que não há discurso distinto entre o dela e o da escola. Vai evoluir com naturalidade, não vai decorar ou repetir aquilo que lhe mandam. A passagem entre o seu mundo e o das letras processou-se de modo tranqüilo, com respeito e valorização (trecho extraído da aba da contracapa do meu livro “Prática Pedagógica” (Estruturando Pedagogicamente a Escola).

Esse é um grande passo para integrar o aluno no recinto da escola e motivá-lo a ela.

Um outro grande passo é respeitar o seu momento diante da aprendizagem, visto que o desenvolvimento infantil ocorre por fases. Esta foi uma das razões que se pensou em organizar as escolas da rede em ciclos, que coincidem com as fases do desenvolvimento, aumentando as possibilidades de aprendizagem, pois o ritmo das crianças é respeitado. Além disso, nesse processo são levados em conta os conhecimentos que as crianças trazem de casa e da convivência social.



* Supervisora de ensino aposentada.       
(Publicado em março/2006)

ENSINO SUPERIOR PARA O ÍNDIO

Izabel Sadalla Grispino *

Uma outra minoria que desponta em direção à afirmação, ao enfrentamento do preconceito, é a do índio. O índio começa a entender o valor da educação e sai à procura de escolas. Desperta-se para uma nova realidade, valorizando a formação profissional. Quer ter acesso ao ensino superior, melhorar o conhecimento, aperfeiçoar-se.

A sociedade também começa a dar mais atenção aos grupos étnicos discriminados. Já se manifesta, em pontos localizados, exortando medidas governamentais, que garantam escolas, de todos os níveis, à população indígena.

A exclusão é sempre lastimável, tanto para os grupos marginalizados, como para o desenvolvimento do País, que se vê limitado no avanço das competições, no mercado internacional. Embora haja toda uma legislação favorável, a política educacional de apoio às minorias é lenta e desestimulada. No Brasil, surgiu, neste segundo semestre, a primeira universidade estadual, localizada em Mato Grosso (Unemat). É uma iniciativa pioneira, onde serão oferecidos cursos de licenciatura, exclusivos para formar professores índios em nível superior. É um passo que se dá em direção à criação de uma universidade abrangente do gênero no País. Matricularam-se na Unemat 300 alunos de 35 etnias.

Os cursos serão dados no campus de Barra do Bugres, a 160 quilômetros da capital Cuiabá. O que antes parecia um sonho distante,  hoje, a idéia de reunir só universitários indígenas em sala de aula torna-se realidade. Levantamento estatístico mostrou existir, entre nós, 207 povos indígenas, com mais de 62 mil alunos freqüentando o ensino fundamental de 1.ª a 8.ª série. Temos 3.041 professores índios, espalhados em 1.666 escolas e que cursaram, com dificuldade, o 1.º e o 2.º graus. São considerados professores leigos porque lecionam sem diploma universitário.

Os ingressantes à Unemat são, na maioria, professores em suas aldeias. Dos aprovados, 167 são homens e as idades variam de 18 a 56 anos. As aulas serão sempre em julho, janeiro e fevereiro, meses de férias escolares. Depois de cinco anos serão formatos em Matemática, Ciências Sociais e Português. Professores de outras universidades, como USP, Unicamp, Puccamp, UFRJ e UFPR, darão, para os índios, aulas em português.

Na passagem dos conteúdos, a universidade vai dialogar com os índios, relacioná-los à cultura indígena, na caracterização da pluralidade cultural e na contextualização do currículo. A metodologia privilegia o debate intercultural. Na redação do vestibular, os candidatos dissertaram sobre a vida dos índios, realidade vivida por eles.

No País, menos de 100 alunos têm acesso ao ensino superior. O Estado de São Paulo, ainda fica no magistério. Pela estatística, há 700 crianças índias, de 7 a 14 anos, tendo aulas com instrutores leigos e em salas de aula em precárias condições. No Amazonas, há 649 escolas, a maioria de madeira, em situação lastimável. É a imagem de um Brasil pequeno, vôo de tico-tico, longe do condor!

Muitos Estados ainda não se acordaram para a educação indígena, em todos os níveis.  O  Estado  do Paraná,

através da Assembléia Legislativa, aprovou, em abril p. passado, uma lei que destina 15 vagas nas universidades estaduais para índios paranaenses. Mas, eles estudarão com os brancos.

Universidades indígenas, que ofereçam cursos como de medicina, enfermagem, agronomia e direito, levarão, ainda, um bom tempo para existir, de oito a dez anos, calcula-se.

Desde 1991, a responsabilidade pelo ensino das tribos passou para o Ministério da Educação. Era da Fundação Nacional do Índio. A legislação prevê que o ensino deve ser feito, preferencialmente, por índios e que até 2007 todos os professores, dos ensinos fundamental e médio, incluindo os professores indígenas, devem ter diploma universitário. O curso universitário para os índios acaba de ser criado, o que faz concluir que para eles essa é uma realidade que se posiciona longe.

O estímulo a uma política educacional para o povo indígena teve um bom suporte, com a elaboração do Parâmetro Curricular Nacional das Escolas Indígenas, pelo Ministério da Educação (MEC), lançado em 21 de maio de 1998. Com esse referencial, as escolas das aldeias passaram a ter, desde 1999, currículos próprios, valorizando sua cultura. Até então, buscava-se apenas civilizar, integrar os índios à sociedade, deixando de preservar e valorizar as suas diferentes culturas.

O parâmetro curricular alia o ensino das matérias tradicionais à discussão de temas de interesse das comunidades, como a organização e direitos das nações indígenas no Brasil. Pela proposta do MEC, o ensino da língua portuguesa deverá ser simultâneo ao da língua indígena local. Na Matemática, além do tradicional estudo de números e operações, o aluno lidará com os sistemas numéricos usados pelos diferentes povos indígenas e pela sociedade em geral, para facilitar sua comunicação. Na geografia, a proposta é partir do espaço geográfico onde vive o aluno para ajudá-lo a entender sua localização no Brasil e no mundo. Na educação física, o aluno deverá conhecer desde os jogos e brincadeiras tradicionais de sua tribo, até as práticas esportivas brasileiras e internacionais.

O índio necessita preservar sua auto-estima, orgulhar-se de sua descendência, não negar sua condição de índio, reabilitar-se perante a sociedade. Ele não pode perder o seu arraigado sentido de grupo, devendo a escola saber conciliar tradição e modernidade.


* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em outubro/2001)

ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS

Izabel Sadalla Grispino *

A violência toma conta da cidade e do campo. A vida tornou-se um sobressalto permanente. Nos consultórios médicos, enfileiram-se pessoas que procuram ajuda para a síndrome do medo.

O Hospital das Clínicas de São Paulo montou uma equipe médica voltada para o tratamento da síndrome do pânico, quer de pessoas que passaram, elas mesmas, pelo trauma do seqüestro, do estupro ou de violentos assaltos, ou viveram o drama de uma pessoa da família violentada. Os atendimentos aos pacientes, acometidos dessa síndrome, crescem a cada dia e a equipe manifestou-se dizendo não estar mais dando conta do recado. Hoje, constata-se que os remédios antidepressivos pertencem ao quarto grupo mais vendido, atrás somente dos antiinflamatórios, analgésicos, contraceptivos.

Algo muito sério precisa ser pensado diante de tão pesada situação. Se a geração atual tem uma grande ala que já descambou para o mal, não tendo mais, infelizmente, como conter essa avalanche assassina, temos que nos preocupar, com rigor, nas gerações que vêm vindo. Prepará-las para uma convivência pacífica, conduzindo os seus passos, educando-as para a compreensão, afastando o tipo de competição acirrada, que gera egoísmo, individualismo perverso. Preparar a criança para viver o amor, lançando alicerces éticos e morais desde a mais tenra idade. A criança deve conviver com a idéia de Deus, dessa entidade que simboliza paz, ajuda ao próximo, solidariedade. Deve ser despertada para o sentido de religiosidade, ensinada a conviver com o diferente, com a desigualdade social. Ter o olhar voltado para os mais necessitados.

Muitas escolas, hoje, preocupam-se em adotar ensino religioso, mesmo não havendo unanimidade de opinião entre os professores. Acham importante passar, aos alunos, noções de religião, onde destacam a importância de conceitos como fraternidade, ajuda e respeito. Introduzir o aluno no universo da fé, sem entrar em conflito com o universo científico, antes harmonizá-los. A escola deve respeitar a crença de todos os alunos, fazendo-os perceber uma sociedade plural e com ela aprender a conviver. A escola não vai entrar na doutrina de nenhuma religião, vai buscar o que de comum há entre elas, a idéia de Deus, carregada de bondade, justiça, da prática do bem, da condenação do mal, da divisão do pão, da igualdade de oportunidades. Mostrar aos alunos o que significa ter uma religião, os comportamentos que a representam, como e porque a religião surgiu (contexto histórico-cultural), dar a eles uma estrutura moral. A religião forma o indivíduo para uma cultura humanística, para uma civilização voltada ao bem comum.

O que se tem questionado nas escolas é a possível divergência que possa vir ocorrer entre religião e ciência. Muitos professores são contra a idéia do ensino religioso, achando que a escola deve ter somente base científica, não se envolver com a questão da fé. Mas, o que se vê é que a evolução da ciência, em termos de convivência pacífica entre os povos, em termos de qualidade de alma, não trouxe contribuição positiva. Deve-se aproveitar a brecha que essa situação oferece à educação religiosa, fazê-la interferir, dar o seu recado de humanização, tentando reverter essa caótica posição.

Deixar como está é inviável. É preciso enfrentar o desafio, o crescente envolvimento da sociedade com a violência. Se a ciência, com sua estrondosa evolução, não está trazendo recuo nessa área, ao contrário, a violência se acentua a cada passo, temos, sim, que apelar para a crença, para a fé, para a cultura da alma. Aliás, já diziam os antigos gregos “a alma de toda cultura é a cultura da própria alma”. Temos que promover a sociabilização do conhecimento sobre a violência, privilegiando informações isentas de preconceito, carregadas de atributos morais, em estratégias de trabalho pedagógico. Temos que fazer o aluno sentir que a mudança de posição virá dele, só ele tem, em suas mãos, a força da transformação que possa vir ocorrer na sociedade, no caso em questão, da violência, das drogas.

A violência alastra-se e forte, também, nas escolas. O seu grau chegou a ponto de a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) entender que se devem desenvolver pesquisas de âmbito nacional sobre o uso de drogas nas escolas, no ensino fundamental e médio, e entre crianças e adolescentes em situação de rua, bem como sobre padrões de consumo de álcool e partir para um plano de ação.

Os professores contrários ao ensino religioso criam polêmica também na abordagem do criacionismo. As duas vertentes, criacionismo e evolucionismo, costumam ser entraves ao ensino religioso. Porém, os dois conceitos devem ser passados aos alunos e, em ambos, o que deve ser ressaltado é a figura do homem, a principal criação de Deus, ou da vida, como querem alguns. Indicar livros que completem as explicações e deixar as conclusões para eles. O criacionismo é uma teoria baseada na Bíblia, que fala ser a origem do universo e de todas as formas da vida resultado da intervenção divina. Em tudo houve um Criador, que é Deus. O homem descenderia de Adão e Eva. Essa teoria se opõe ao evolucionismo, que diz ser o homem descendente dos primatas. Os ancestrais do homem são macacos, dizia o cientista inglês Charles Darwin. Em 1859, Darwin publicou “A Origem das Espécies”, onde expõe os fundamentos do evolucionismo. Os criacionistas consideram os evolucionistas ateus.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em seu artigo 33, diz que cabe aos Estados decidir como e por quem serão dadas as aulas. Diz que toda escola pública brasileira de ensino fundamental deve oferecer aulas de religião, mas a freqüência é facultativa para o aluno. Pela lei, o ensino religioso “é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurando o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”.

A escola, educando a alma, formando o caráter, desenvolvendo na criança, em si, ações éticas, comportamento moral, terá nessa criança, no adulto de amanhã, talvez, a maior solução para o problema da violência. É uma perspectiva, um caminho que não pode ser desprezado, em nome de uma pretensa ciência.

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em agosto/2004)

MUDANÇAS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Izabel Sadalla Grispino *

As deficiências do nosso sistema de ensino, no que se refere aos níveis de aprendizagem, são detectadas a cada passo das avaliações realizadas. Há uma queda geral em todos os indicadores de desempenho do sistema. Algumas escolas procuram se recuperar, extrapolando, rompendo barreiras tradicionais, buscando novos modelos que possam vir em socorro à instituição. Elas se apóiam na imaginação pedagógica, como queria Anísio Teixeira, vêm descobrindo e inspirando-se em novos referenciais. Revolucionam e transformam todo o seu paradigma. As que possuem professores melhor formados conseguem aplicar com êxito métodos de ensino diferenciados.

O espaço físico modifica-se. Derrubam-se as paredes das salas de aula e agrupam os alunos em amplos salões. Os alunos estudam em grupos de 5, escolhem, eles mesmos, as atividades da semana, ouvem música clássica, diminuindo a atenção voltada ao professor. As provas são eliminadas, assim como as aulas expositivas. Modifica-se o tipo de organização da escola, abolindo a segmentação em anos de escolaridade. O fim da série significa individualização, por isso não faz sentido fazer testes ao mesmo tempo para todos os alunos. A avaliação da aprendizagem não é igual para todos e nem aplicada globalmente. Não há uma padronização de horário. É uma avaliação individual e é o aluno que diz quando está pronto para ser avaliado.

Cada criança tem um ritmo próprio, diferente de aprendizagem e é respeitado pela escola. Os objetivos, as tarefas e os deveres dos alunos são decididos por eles mesmos numa assembléia, porém sempre ajudados pelo professor. Não há salas de aula, nem séries, um salão agrupa, por exemplo, três quintas séries, numa média de 105 alunos e têm três professores à sua disposição. O professor vai aprendendo a tornar-se polivalente, procura orientar o aluno fornecendo-lhe bibliografia e espera que ele conclua o assunto, não dá a ele a resposta.

Esses alunos realizam atividades de diferentes disciplinas, não há explanação da matéria por parte dos professores que passam pelos grupos, tirando dúvidas e acompanhando o raciocínio do aluno. Uma música suave ajuda-os na concentração. O aluno liberta-se da superproteção e caminha para a autonomia na aprendizagem, fazendo suas atividades, mesmo na ausência do professor. Ele tem, contudo, acompanhamento individual e avaliações contínuas, ajustadas a seu perfil.

Essas escolas fogem do modelo convencional, aproximam-se da proposta, que surgiu nos anos 20, com a escola inglesa Summerhill, fechada depois de mais de 70 anos.

A educação é o melhor empreendimento para operar transformações efetivas na sociedade, diminuindo a distância entre as classes e desenvolvendo o potencial dos indivíduos. Mas, é preciso que seja uma educação de qualidade, exigindo compromisso e envolvimento honesto por parte dos professores. Quando a escola acredita que pode melhorar, ela busca o caminho, fazendo um estudo realista sobre o porquê da ocorrência negativa. Uma outra estratégia, que vem sendo posta em prática e surtindo bom efeito na melhoria do ensino, é a elaboração de um plano envolvendo a comunidade. A comunidade como um todo, todos os funcionários, líderes comunitários, líderes das empresas, da Igreja e do governo, entre outros. Nessa situação, a escola passa a ser importante para toda a comunidade que se aprimora nessa direção, fazendo intervenções proveitosas. Passa a confiar mais na escola, participando dela com mais freqüência, criando vários tipos de eventos.

Todo educador sabe que quanto mais rico o aluno maior a probabilidade de se sair bem na escola, quanto mais pobre, pior o desempenho. Os pobres, isentos ou de poucos bens culturais, são os mais atingidos pelo insucesso na escolaridade. A escola precisa, entretanto, suprir as deficiências do aluno carente, fazendo-o alcançar o sucesso. Alargar as suas competências, oferecer-lhe experiências diversas, alternativas de aprendizagem, incorporar ao currículo atividades extracurriculares, formando mais que informando. Sem condições financeiras para consumir os bens culturais, o aluno pobre fica muito limitado quanto à amplitude do conhecimento.

Vimos, através dos jornais, que alunos de alta renda  tiveram pontuação 70% superior à de pobres no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O estudo foi realizado pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, divulgado em julho. “No Enem, se sai melhor quem está exposto a uma maior quantidade de informação”, diz o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Carlos Henrique de Brito Cruz.

O Enem é um exame aplicado desde 1998 para os concluintes do ensino médio. No ano passado, teve a participação de 1,3 milhão de estudantes. A média geral na prova objetiva, que tem 63 testes, foi de 49,5. Essa é a primeira vez que se quantifica a diferença nas notas dos alunos de acordo com suas classes sociais. Estudantes de famílias de até um salário mínimo distanciam-se até 30 pontos daqueles de mais de 50 salários. O estudo do Inep mostrou que jovens cujas famílias têm bens como computador, internet e TV por assinatura tiveram média de 63 pontos na prova, numa escala de 0 a 100. Quem não tem nenhum desses bens ou pouco deles ficou com média de 41 pontos no Enem. A diferença de notas entre alunos que nunca lêem jornais, revistas, livros e leitores assíduos ficou em 7 pontos.

A escola, ao elaborar seus projetos, deve ter presente dados de avaliações, situar-se no plano real, pisar em terra firme e abraçar com vontade e honestidade o seu propósito de avançar com acertos.

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em novembro/2004)

A JUVENTUDE BUSCANDO DEFINIÇÕES

Izabel Sadalla Grispino *

Diante das contradições e incertezas do mundo atual, em especial no campo profissional, das indefinições das políticas sociais, das mazelas que se arrastam pela sociedade, o jovem, perplexo, busca, ansioso, saídas para as suas indagações. Muitos não conseguem perceber o futuro como trajeto confiável, antes o vêem como algo ameaçador. Resta-lhes o presente e, nele, grande parte se entrega na transgressividade comportamental, no consumismo, no prazer imediato e intenso, quando não, pela fuga, nas drogas. Encontram no desfrute dos bens materiais a razão do existir.

A esses aspectos, acresce-se uma constatada revolução mundial, nos modos de captar os valores morais, influenciados pelos meios de comunicação. A mídia, com seu forte poder, introduz e reflete novas atitudes, novos estilos de vida.

Uma pesquisa feita pelo Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), com o intuito de decifrar, para os próximos anos, a construção do juízo moral de jovens pertencentes a sociedades emergentes, lançou a pergunta: “Qual é o valor mais importante: ter bom caráter ou muito dinheiro?”. Dos, aproximadamente, 400 alunos arrolados, apenas um respondeu: “É ter bom caráter, sem dúvida alguma”. Os demais votaram no dinheiro, sem pestanejar.

Durante a pesquisa, questionários foram entregues aos mais de 10 mil alunos da universidade, durante a matrícula. Numa folha, à parte, os pesquisadores pediram aos estudantes que apresentassem os três principais valores da juventude de hoje. Pouco mais de 1.000 alunos, apenas, devolveram a folha. Em suas respostas, dinheiro apareceu em primeiro lugar, seguido de ter emprego, por 186 votos. A ênfase ficou nos valores materiais. Os alunos próximos de se formar revelaram medo de não conquistar um espaço no mercado de trabalho. O medo chegava a turvar-lhes a esperança. A pesquisa revela que família, amizade, felicidade também foram votadas, mas em escala menor.

Uma outra pesquisa, mais recente, feita pelo Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), vem mostrar uma faceta mais animadora da juventude. Foram entrevistados 900 jovens, entre 14 e 20 anos, de diferentes classes sociais de Curitiba. Desses jovens, 397 (44,1%) apontaram a família como instituição de maior ascendência em suas decisões. Em seguida, vem a escola, com 37%, e a TV, com 13,7% das respostas. Na seqüência da pesquisa, os estudantes deveriam dar uma nota sobre suas avaliações políticas, ponto em que revelaram forte decepção, forte rejeição. A média do governo ficou em 3,96; dos partidos políticos, 3,07; do Congresso Nacional, 4,49; e do Judiciário, 4,99. Valorizaram a família, 9,02, a escola, 7,74, e a Igreja, 7,56.

Essa pesquisa surgiu como um oásis no meio do deserto. Mostrou que uma parte dos jovens está buscando valores, como respeito, amor, fidelidade. A vida em família foi considerada fundamental, mesmo havendo conflito. Eles acharam melhor ter uma família danificada que não ter nenhuma. Isso se explica pelo fato de esses jovens serem filhos da permissividade e que hoje sentem necessidade de limites, de valores consistentes. Não querem mais a concessão impensada, mas a orientação, a palavra segura. Os anos da revolução sexual produziram muito sexo e pouco amor; produziram a relação descartável, com sua insegurança, seu vazio.

Há uma outra vertente, a do aspecto religioso, que devemos considerar. Estamos vivendo uma época  de dupla face: de febre racionalista e de febre espiritualista. Os defensores de uma cultura agnóstica acreditam que a humanidade seria mais civilizada e feliz se se libertasse das “amarras” espirituais. Acreditam que a religião, sutilmente, empurra o Homem a um sentimento místico, desfavorável à sua libertação total. O conhecimento desse aspecto é importante porque esse ardor racionalista se encontra subentendido em textos comemorativos do cinqüentenário da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, veiculados na imprensa internacional. Neles, nota-se, segundo a crítica especializada, a apologia da razão, do sonho da libertação pela razão, contrapondo-se à corrente espiritualista, que preconiza o sonho da libertação pela religião.

É marca freqüente da humanidade esta dualidade. Em uma célebre pintura de Goya, encontra-se cunhada a frase: “Deus e o sonho da liberdade” e o grande escritor Dostoiewski expressa sua convicção através de um personagem: “Se Deus não existe, então tudo é permitido”.

Um fato extraordinário, no campo da espiritualidade, que chamou a atenção da imprensa mundial, especialmente européia, aconteceu em 20 de agosto de 2003, no “Dia Mundial da Juventude”. O Papa João Paulo II celebrou uma missa, no campus de Tor Vergata, nos arredores de Roma, onde compareceram nada menos que cerca de dois milhões de jovens católicos do mundo todo. Eram jovens procedentes dos cinco continentes, de 160 países, participando da “15.ª Jornada Mundial da Juventude”. Atendendo a um chamado do Santo Padre, foram a Roma aclamar, orar, cantar em louvor a Cristo. Lá estavam de coração aberto, prontos para receber mensagens, ouvir, como discípulos, a palavra do maior guia católico da época, o Papa João Paulo II.

Qual o significado dessa ida dos jovens para professar sua fé em Jesus Cristo? Como interpretar essa mensagem? Estaremos, por acaso, presenciando uma reviravolta, um contrapeso da balança, em direção aos valores espirituais perenes? Certamente, os jovens não estão encontrando, no materialismo exacerbado, sentido real para suas vidas. Estão buscando caminhos novos para seu futuro, estão em busca de algo maior, de um significado maior para a vida.

Esse acontecimento não deve ser esquecido. Deve ser reavivado, com reflexões para os jovens e para o mundo. Essa tão significativa participação da juventude, nos apelos da Igreja, provocou ao Papa a expressão: “Olho com fé o futuro da humanidade”.

Esse encontro, classificado como o Woodstock da Igreja, foi também chamado de “Parada Católica do Amor” e nos manda o recado de que nem tudo está perdido, que há esperanças e luzes despontando na edificação de um novo mundo, mundo voltado a Deus.

Que assim seja, Senhor!

* Supervisora de ensino aposentada.        
(Publicado em outubro/2005)

A JUVENTUDE NA BUSCA DE CAMINHOS

Izabel Sadalla Grispino *

Diante das contradições e incertezas do mundo atual, em especial no campo profissional, das indefinições das políticas sociais, das mazelas que se arrastam pela sociedade, o jovem, perplexo, busca, ansioso, saídas para as suas indagações. Muitos não conseguem perceber o futuro como trajeto confiável, antes o vêem como algo ameaçador. Resta-lhes o presente e, nele, grande parte se entrega na transgressividade comportamental, no consumismo, no prazer imediato e intenso, quando não, pela fuga, nas drogas. Encontram no desfrute dos bens materiais a razão do existir.

A esses aspectos, acresce-se uma constatada revolução mundial, nos modos de captar os valores morais, influenciados pelos meios de comunicação. A mídia, com seu forte poder, introduz e reflete novas atitudes, novos estilos de vida.

Uma pesquisa de maio de 2000, feita pelo Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), com o intuito de decifrar, para os próximos três anos, a construção do juízo moral de jovens pertencentes a sociedades emergentes, lançou a pergunta: “Qual é o valor mais importante: ter bom caráter ou muito dinheiro?”. Dos, aproximadamente, 400 alunos arrolados, apenas um respondeu: “É ter bom caráter, sem dúvida alguma”. Os demais votaram no dinheiro, sem pestanejar.

Durante a pesquisa, iniciada no começo do ano passado, questionários foram entregues aos mais de 10 mil alunos da universidade, durante a matrícula. Numa folha, à parte, os pesquisadores pediram aos estudantes que apresentassem os três principais valores da juventude de hoje. Pouco mais de 1.000 alunos, apenas, devolveram a folha. Em suas respostas, dinheiro apareceu em primeiro lugar, seguido de ter emprego, por 186 votos. A ênfase ficou nos valores materiais. Os alunos próximos de se formar revelaram medo de não conquistar um espaço no mercado de trabalho. O medo chegava a turvar-lhes a esperança. A pesquisa revela que família, amizade, felicidade também foram votadas, mas em escala menor.

Uma outra pesquisa, mais recente, feita pelo Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), vem mostrar uma faceta mais animadora da juventude. Foram entrevistados 900 jovens entre 14 e 20 anos de diferentes classes sociais de Curitiba. Desses jovens, 397 (44,1%) apontaram a família como instituição de maior ascendência em suas decisões. Em seguida, vem a escola, com 37% e a TV com 13,7% das respostas. Na seqüência da pesquisa, os estudantes deveriam dar uma nota sobre suas avaliações políticas, ponto em que revelaram decepção, forte rejeição. A média do governo ficou em 3,96; dos partidos políticos, 3,07; do Congresso Nacional, 4,49; e do Judiciário, 4,99. Valorizaram a família, 9,02, a escola, 7,74 e a Igreja, 7,56.

Essa pesquisa surgiu como um oásis no meio do deserto. Mostrou que uma parte dos jovens está buscando valores, como respeito, amor, fidelidade. A vida em família foi considerada fundamental, mesmo havendo conflito. Eles acharam melhor ter uma família danificada que não ter nenhuma. Isso se explica pelo fato de esses jovens serem filhos da permissividade e que hoje sentem necessidade de limites, de valores consistentes. Não querem mais a concessão impensada, mas a orientação, a palavra segura. Os anos da revolução sexual produziram muito sexo e pouco amor; produziram a relação descartável, com sua insegurança, seu vazio.

Há uma outra vertente, a do aspecto religioso, que devemos considerar. Estamos vivendo uma época  de dupla face: de febre racionalista e de febre espiritualista. Os defensores de uma cultura agnóstica acreditam que a humanidade seria mais civilizada e feliz se se libertasse das “amarras” espirituais. Acreditam que a religião, sutilmente, empurra o Homem a um sentimento místico, desfavorável à sua libertação total. O conhecimento desse aspecto é importante porque esse ardor racionalista se encontra subentendido em textos comemorativos do cinqüentenário da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, veiculados na imprensa internacional. Neles, nota-se, segundo a crítica especializada, a apologia da razão, do sonho da libertação pela razão, contrapondo-se à corrente espiritualista, que preconiza o sonho da libertação pela religião.

É marca freqüente da humanidade esta dualidade. Em uma célebre pintura de Goya, encontra-se cunhada a frase: “Deus e o sonho da liberdade” e o grande escritor Dostoiewski expressa sua convicção através de um personagem: “Se Deus não existe, então tudo é permitido”.

Um fato extraordinário, no campo da espiritualidade, que chamou a atenção da imprensa mundial, especialmente européia, aconteceu em 20 de agosto passado, no “Dia Mundial da Juventude”. O Papa João Paulo II celebrou uma missa, no campus de Tor Vergata, nos arredores de Roma, onde compareceram nada menos que cerca de dois milhões de jovens católicos do mundo todo. Eram jovens procedentes dos cinco continentes, de 160 países, participando da “15.ª Jornada Mundial da Juventude”. Atendendo a um chamado do Santo Padre, foram a Roma aclamar, orar, cantar em louvor a Cristo. Lá estavam de coração aberto, prontos para receber mensagens, ouvir, como discípulos, a palavra do maior guia católico, o Papa João Paulo II.

Qual o significado dessa ida dos jovens para professar sua fé em Jesus Cristo? Como interpretar essa mensagem? Estaremos, por acaso, presenciando uma reviravolta, um contrapeso da balança, em direção aos valores espirituais perenes? Certamente, os jovens não estão encontrando, no materialismo exacerbado, sentido real para suas vidas. Estão buscando caminhos novos para seu futuro, estão em busca de algo maior, de um significado maior para a vida.

Diante de tão significativa participação, o Papa, entusiasmado, disse: “Olho com fé o futuro da  humanidade”. A juventude mostra uma forte necessidade de religião, pois esta ajuda a superar “a espiral do desespero, da insensatez e da violência”. João Paulo II exortou-os “a empenhar-se na edificação de um novo mundo, baseado no poder do amor e do perdão, na luta contra a injustiça e contra toda a miséria física, moral e espiritual”. Lançou-lhes uma provocação: que tivessem a coragem de ser os santos do 3.º milênio, o que aconteceria se eles seguissem Jesus Cristo.

Esse encontro, classificado como o Woodstock da Igreja, foi também chamado de “Parada Católica do Amor” e nos manda o recado de que nem tudo está perdido, que há esperanças e luzes despontando num horizonte aberto, promissor. Que assim seja, Senhor!

* Supervisora de ensino aposentada        
(Publicado em dezembro/2000)

A PRESENÇA DOS PAIS NA ESCOLA

Izabel Sadalla Grispino *

Cada vez louva-se mais a participação dos pais na vida escolar. Diante da atual conjuntura social, da rebeldia e violência juvenil que reinam na sociedade e que acabam por se infiltrar nas escolas, diante da dificuldade organizacional por que passam as instituições públicas, por falta de recursos humanos e financeiros, a presença dos  pais e de voluntários da educação, vem sendo vista como de alta valia.

 

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A INCLUSÃO DIGITAL

Izabel Sadalla Grispino *

As novas tecnologias são ferramentas importantes para a escola atingir a modernidade. Contudo, o que se constata é uma forte resistência em utilizá-las, aproveitá-las, dando mais sentido à aprendizagem.

 

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A JUVENTUDE BATE À PORTA DE DEUS

Izabel Sadalla Grispino *

A violência juvenil disseminada por toda parte, as apreensões, os estremecimentos, levam a conjeturar sobre o futuro da juventude. Assusta-nos ver transitando pelo mundo uma população jovem transviada, desenfreada, perdendo, para as drogas, a capacidade de viver, de sonhar.

 

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